Até agora, quase 2.000 postos de combustíveis e três grandes distribuidoras, responsáveis por cerca de 70% do abastecimento no país, já foram notificadas por aumentos considerados abusivos nos preços. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington de Lima e Silva, fez, nesta sexta-feira (20), um balanço das duas semanas de fiscalização pela Secretaria Nacional do Consumidor, a Senacon, e pelos Procons, contra os aumentos abusivos dos preços dos combustíveis nos postos do país neste cenário de alta do petróleo por causa da guerra dos EUA e Israel contra o Irã.
De acordo com o ministro, foram fiscalizadas quatro distribuidoras, que correspondem a 70% do mercado nacional, e três delas foram autuadas por práticas abusivas. Nesse período foram fiscalizados 1.880 postos, de 179 municípios, o que equivale a menos de 5% do total de 41 mil postos do país. 900 postos já foram notificados. Também foram feitas 36 sanções, que podem ser multas ou interdições.
O objetivo dessa fiscalização é evitar que, num cenário de guerra e alta do preço do petróleo em todo mundo, o país seja prejudicado por aumentos oportunistas de preços. Algo que, segundo o ministro da Justiça, teria um grande potencial negativo, já que o país tem modal rodoviário.
A Polícia Federal também abriu um inquérito pra investigar essa manipulação de preços, considerando uma possível formação de cartel e crimes contra a economia nacional.
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