ABIN realiza 1º Simpósio de Inteligência e Segurança Cibernética em Brasília
Evento reuniu cerca de 280 representantes de entidades públicas e privadas Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
19/03/2025 16h04
Atualizado em 20/03/2025 12h51
1º Simpósio de Inteligência e Segurança Cibernética, na sede da ABIN, em Brasília
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (Cepesc) da ABIN e o Conselho Nacional do Ministério Público realizaram, nesta quarta-feira – 19 de março –, o 1º Simpósio de Inteligência e Segurança Cibernética, na sede da Agência, em Brasília/DF.
Cerca de 280 representantes de 150 instituições públicas e privadas participaram das discussões. Ao longo do dia, 17 especialistas apresentaram palestras ou compuseram painéis para debater a segurança cibernética.
O secretário geral de Planejamento e Gestão da ABIN, Rodrigo de Aquino, iniciou o seminário lembrando que o evento é uma iniciativa de aproximar a Inteligência da sociedade. Frisou que os desafios na arena da cibersegurança precisam ser enfrentados conjuntamente, com compartilhamento de informações pelas instituições.
“Somente assim serão preservadas a segurança cibernética e a soberania digital da sociedade e do Estado, protegendo-se os interesses das pessoas”, afirmou Aquino.
O oficial de Inteligência Juliano Ferreira, do Cepesc, fez a abertura do simpósio ressaltando que o objetivo principal era fortalecer as relações institucionais para propiciar a cooperação na área, tanto entre as instituições públicas quanto entre governo e empresas privadas. “Afinal, todos, público e privado, temos como missão trabalhar em prol da defesa da sociedade e do Estado brasileiro”, defendeu Ferreira.
Juliano Ferreira, do Cepesc, fez abertura do evento
Já a diretora da Escola de Inteligência (Esint), Anna Cruz, apresentou os desafios de segurança cibernética elencados na publicação da Esint “Desafios de Inteligência 2025”: ataques cibernéticos estatais e não estatais e impactos da Inteligência Artificial (IA) na segurança cibernética.
Anna Cruz, diretora da Esint, apresentou desafios de Inteligência para 2025 relativos à segurança cibernética
O secretário de Transformação Digital do Tribunal de Contas da União (TCU), Wesley Vaz Silva, defendeu a importância do equilíbrio entre inovação e proteção no uso da IA. “Quanto mais autônoma é uma ferramenta, de mais supervisão humana ela necessita”, disse.
Wesley Vaz, do TCU, proferiu palestra sobre Inteligência Artificial
O cofundador e co-CEO da empresa Senha Segura, Marcus Scharra, apontou o fato de ser necessário investir na indústria brasileira de segurança cibernética, como forma de se proteger da espionagem e interferência externa de outros países. “As instituições públicas brasileiras ainda são majoritariamente protegidas por empresas estrangeiras”, afirmou.
Marcus Scharra, da Senha Segura, falou sobre segurança cibernética e interferência externa
O simpósio ainda contou com palestras e painéis sobre temas como “Segurança cibernética do Estado brasileiro”, “Geopolítica e o espaço cibernético” e “Cooperação em segurança cibernética entre os setores público e privado”.
Painel sobre segurança cibernética do Estado brasileiro
O painel sobre geopolítica e o espaço cibernético contou com a participação de Danielle Pinto do Gabinete de Segurança Institucional e de Larissa Calza do Ministério das Relações Exteriores
Painel sobre cooperação em segurança cibernética entre os setores público e privado
Categoria Ciência e Tecnologia
Tags: Distrito Federal




