A eliminação dos tocos de eucalipto por meio da decomposição biológica por fungo, a chamada destoca biológica, pode ser a solução para um problema que há anos afeta assentamentos criados em áreas de hortos florestais. Em São Paulo, são quase 5 mil hectares de terras que dependem da remoção de tocos e raízes de forma a liberar o solo para o plantio. Para desenvolver o projeto, o Incra/SP está firmando parceria com a Cooperativa da Terra, biofábrica de insumos biológicos do assentamento Pirituba, em Itaberá, com o Instituto Federal São Paulo (IFSP), Campus Avaré, e com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A destoca biológica já foi implantada com êxito nos estados do Espírito Santo e Bahia, grandes produtores de celulose. Segundo Diogo Mazin, articulador na região de Bauru do projeto “Construção participativa de ações e diretrizes de políticas públicas de extensão rural em agroecologia e desenvolvimento sustentável”, que é executado por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) UFSCar/Incra/MDA. Mazin explica que o processo consiste em uma perfuração de 60 centímetros de profundidade no tronco para a inserção do fungo. A estimativa é de que a decomposição ocorra entre 6 e 8 meses, com o aproveitamento da matéria orgânica no solo. A destoca convencional, por outro lado, é feita por meio do uso de maquinários com brocas. Esse sistema, além do alto custo, tem como consequência problemas ambientais, como a destinação dos troncos arrancados, que muitas vezes são queimados, poluindo o meio ambiente. A alternativa biológica deve beneficiar assentamentos como o Zumbi dos Palmares, no município de Iaras; Brasília Paulista, em Piratininga e Cabrália Paulista; e Horto Aimorés, localizado em Pederneiras e Bauru. São assentamentos criados em imóveis rurais onde havia o cultivo de eucalipto antes da obtenção pelo Incra.
21 de mar. de 2024
Alternativa biológica pode ser solução para destoca em assentamentos de SP
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19 de nov. de 2025 às 14h23
