Embarcação será utilizada para realizar monitoramento em regiões de difícil acesso na Amazônia
Embarcação Uiara atracada
Embarcação Uiara atracada
Embarcação Uiara atracada
Embarcação Uiara atracada
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Marinha do Brasil, por meio do Comando do 9° Distrito Naval (Com9°DN), realizam, nesta sexta-feira, 31 de outubro, às 10h (horário de Manaus), a cerimônia de lançamento da Embarcação de Apoio Fluvial nº 1 (EApFlu1), batizada de “Uiara”, no Mirante Lúcia Almeida, em Manaus (AM). Uiara é a primeira embarcação nacional projetada para o monitoramento das águas na bacia Amazônica, consolidando uma parceria inédita entre a Agência, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Marinha.
O evento contará com a presença da diretora-presidente da ANA, Veronica Sánchez; do diretor da Agência Leonardo Góes; do comandante do 9º Distrito Naval, o vice-almirante João Alberto de Araujo Lampert; e da diretora de Hidrologia e Gestão Territorial do SGB, Alice de Castilho.
Construída em Simões Filho, na Bahia, a Uiara percorreu cerca de 2.600 milhas náuticas contornando o litoral brasileiro até chegar à capital amazonense navegando pelo rio Amazonas. O projeto foi executado por meio de um Acordo de Cooperação Técnica entre a ANA e a Marinha, que supervisionou e assessorou tecnicamente a construção, garantindo a qualidade da embarcação e os padrões navais.
Nos termos das parcerias estabelecidas, o Centro de Hidrografia e Navegação do Noroeste (CHN-9) será responsável pela operação, manutenção e guarda da embarcação, que será utilizada por profissionais da ANA, do SGB e da própria Marinha em atividades de monitoramento no contexto da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) e, eventualmente, em levantamentos hidrográficos.
Monitoramento e segurança hídrica na Amazônia
Responsável pela coordenação das atividades desenvolvidas pela Rede Hidrometeorológica Nacional, a ANA, em parceria com o Serviço Geológico do Brasil, desempenha o papel de monitoramento das águas do País. Nesse sentido, visando a superar os desafios enfrentados para se operar as estações hidrológicas na Região Amazônica, a Agência contratou a construção de duas Embarcações de Apoio Fluvial, que permitirão um deslocamento rápido e seguro para as equipes responsáveis pelos trabalhos de monitoramento sobretudo nas regiões de difícil acesso, contribuindo para o monitoramento dos rios e a fiscalização dos usos de recursos hídricos no Brasil.
Equipada com instrumentação hidrológica de ponta, a Uiara permitirá a realização de medições de vazão, parâmetros de qualidade da água e transporte de sedimentos, informações fundamentais para compreender o comportamento dos rios da Amazônia e apoiar as previsões de cheias e secas na região. A embarcação também será essencial para a segurança da navegação e para o estudo da dinâmica geomorfológica dos rios da Amazônia Ocidental.
Além da Uiara, uma segunda embarcação, batizada de Jaci, em homenagem à deusa lua das tradições indígenas, está sendo construída no Estaleiro B3, em Simões Filho (BA). Ambas foram nomeadas em votação interna promovida pela ANA e pelo SGB em 2024, na qual “Uiara”, que significa “mãe d’água” ou “a dominadora”, recebeu 31,8% dos votos registrados. Por sua vez, “Jaci” ganhou 19,4% dos votos.
A RHN
A ANA coordena as atividades desenvolvidas no âmbito da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) conforme estabelecido pela Lei nº 9.984/2000%20Vig%C3%AAncia%20encerrada-,Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20cria%C3%A7%C3%A3o%20da%20Ag%C3%AAncia%20Nacional%20de%20%C3%81guas%20%2D%20ANA,H%C3%ADdricos%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.&text=Art. "https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9984.htm#:~:text=LEI%20No%209.984%2C%20DE%2017%20DE%20JULHO%20DE%202000.&text=2018)%20Vig%C3%AAncia%20encerrada-,Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20cria%C3%A7%C3%A3o%20da%20Ag%C3%AAncia%20Nacional%20de%20%C3%81guas%20%2D"). A Agência possui uma rede de monitoramento de níveis e vazões de rios e de chuvas em todo o Brasil. São mais de 4,5 mil estações de monitoramento, sendo aproximadamente 1.900 estações fluviométricas (medem níveis e/ou vazões de rios) e 2.800 estações pluviométricas (medem chuvas).


