Palestras da Agência e estande com equipe multidisciplinar apresentaram iniciativas e orientaram empresas e profissionais de mecânica e manutenção de aeronaves
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) participou da feira MRO Brasil 2026 para estreitar sua relação com representantes da indústria aeronáutica, organizações de manutenção, instituições de ensino, especialistas e autoridades públicas. O objetivo foi discutir os desafios e as perspectivas do setor de manutenção aeronáutica no Brasil e no exterior.
Com o apoio da Agência, o evento apresentou as novidades do segmento de manutenção, reparo e revisão aeronáutica (MRO, na sigla em inglês) e debateu os desafios do setor em palestras e encontros técnicos. A Anac teve participação ativa nessas atividades para discutir a formação de mecânicos, o aperfeiçoamento regulatório, os fatores humanos na manutenção aeronáutica, a cadeia de suprimentos e as oportunidades de desenvolvimento das oficinas de manutenção.
Além das apresentações, o estande da Anac esteve aberto para receber visitantes, esclarecer dúvidas específicas e apresentar as iniciativas da Agência voltadas aos mecânicos de manutenção aeronáutica (MMA). Para a Anac, esse espaço de diálogo é fundamental para construir soluções e fortalecer ainda mais a segurança e a qualidade do transporte aéreo.
Panorama
Atualmente, o Brasil conta com 646 organizações de manutenção, 854 bases de manutenção e 15.266 mecânicos de manutenção aeronáutica certificados e habilitados pela Anac. Esses números demonstram a importância da manutenção aeronáutica em um mercado que tem caminhado para inovações como aeronaves autônomas e operações com pilotos remotos, o que exigirá atualização e qualificação cada vez maiores dos profissionais da manutenção aeronáutica brasileira.
Nesse contexto, a Agência apresentou, na MRO Brasil 2026, ações voltadas às empresas e aos profissionais para apoiar o desenvolvimento desse mercado. Entre elas, estão os acordos internacionais com as autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos e da Europa, que permitem a certificação de organizações brasileiras para realizar manutenção em aeronaves estrangeiras, e a reestruturação interna que criou áreas técnicas específicas para os segmentos de companhias aéreas, táxi aéreo e aviação geral, além da integração da manutenção aeronáutica a esse novo modelo de gestão.

