ANEEL e Moody’s se reúnem para analisar ambiente regulatório brasileiro
Agência de risco avalia que o cenário é de crescimento de investimentos no setor elétrico Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
27/11/2024 19h20
A avaliação do ambiente regulatório brasileiro pela Moody’s, uma das principais agências de avaliação de risco do mundo, foi apresentada nesta quarta-feira (27/11) ao diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Sandoval Feitosa e lideranças da Agência. O ambiente estável e previsível do setor elétrico é fruto do aprimoramento regulatório que vem acontecendo desde 2004, destacou a diretora da Moody’s Ratings, Cristiane Spercel . “A Agência atua de forma bastante tempestiva para os problemas regulatórios que vem acontecendo e trazendo aprimoramentos para o setor que certamente serão importantes para trazer novos investimentos especialmente em transição energética e incorporação de novas tecnologias”, destacou.
Pela análise da Moody’s, o cenário é de expressiva normalização macroeconômica, com investimentos no setor elétrico em ascensão no Brasil, com uma trajetória crescente registrada nos últimos quatro anos. Para 2025, há tendência de crescimento de novas tecnologias para energias renováveis, armazenamento, e hidrogênio verde, soluções energéticas combinadas em diferentes fontes, o que exige o fortalecimento dos sistemas de transmissão para uma transição energética sustentável. A agência de risco revelou preocupação com a exposição às variações climáticas que afetam a matriz hidrelétrica e com a intermitência das fontes alternativas.
Entre os atuais desafios da ANEEL, segundo expôs Sandoval Feitosa à Moody’s, estão a discussão da renovação das concessões, resiliência das redes, mudanças tecnológicas nas tarifas, conexão com fontes intermitentes, e sustentabilidade econômico-financeira dos agentes. “O debate agora é a resposta do regulador a imprevisíveis mudanças e exigências cada vez maiores da sociedade”, afirmou.
Categoria Energia, Minerais e Combustíveis




