O ano de 2025 expôs a nova maneira como líderes ao redor do mundo estão cometendo ou permitindo graves violações de direitos humanos e como instituições multilaterais falham em proteger a população civil. A conclusão é do relatório anual da Anistia Internacional, que aponta que o sistema internacional está próximo de um ponto de ruptura.Predadores vorazes que usam a destruição em larga escala para realizar projetos de dominação política e econômica. É assim que o relatório da Anistia Internacional classifica o presidente norte-americano Donald Trump, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente russo Vladimir Putin.O documento cita os primeiros ataques ilegais de Israel e Estados Unidos contra o Irã no início do ano, que violaram a Carta das Nações Unidas, e relembra a morte de cerca de 170 crianças em um bombardeio contra uma escola na cidade iraniana de Minab. Sobre a situação na Faixa de Gaza, a Anistia Internacional afirma que Israel continua a realizar o genocídio da população palestina, mesmo depois do cessar-fogo no ano passado.Em relação à Rússia, a organização relata que o país comete crimes de guerra na Ucrânia, com ataques aéreos a infraestruturas civis e crimes contra a humanidade, como desaparecimentos forçados e tortura sistemática contra opositores do regime, defensores dos direitos humanos e jornalistas.O relatório de duzentas páginas da Anistia Internacional observa um grave declínio do respeito a instituições e normas internacionais consolidadas depois da Segunda Guerra, como a ONU e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. E faz uma denúncia: vivemos uma ordem mundial que rejeita a solidariedade entre os povos e que vira as costas à justiça racial, de gênero e climática.O documento cita 144 países. Em relação ao Brasil, a Anistia Internacional destacou o crescimento da violência de gênero e criticou a operação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 120 pessoas mortas em outubro do ano passado. A organização fala em uso excessivo de força, relata execuções e ressalta que a maioria das vítimas era preta e pobre.
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