Uma associação que promove acesso à cannabis para uso medicinal no interior paulista criticou a ação da Polícia Civil de São Paulo, que na semana passada apreendeu o material da entidade. O caso aconteceu na cidade de Lins, no centro-oeste paulista. A polícia cumpria mandado de busca e apreensão determinado pela Justiça Estadual. De acordo com a entidade e com especialistas em cannabis medicinal, a apreensão pode prejudicar pacientes que dependem do medicamento.
Foram apreendidos 20 quilos de insumos, cerca de 700 pés de maconha e dois mil vidros com óleo pronto para o consumo. O advogado da associação chama a ação de arbitrária.
O fundador e presidente da fundação, Guilherme Augusto Viel, foi preso por tráfico de drogas, mas ele afirma que não é tráfico. E que isso tem sido uma constante em organizações do tipo.
A paralisação das atividades pode interferir no tratamento de nove mil pacientes. Renato Filev, pós-doutorando no Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, esclarece que parar o tratamento pode comprometer todo o benefício que foi conquistado. Ainda segundo Filev, a falta de regulamentação no país compromete todo o tratamento.
Compartilhar:
