No Recôncavo Baiano, um pequeno distrito do município de Aratuípe carrega, nas mãos dos moradores, uma tradição que atravessa séculos. Em Maragogipinho, o barro não é apenas matéria-prima, é uma herança viva que passa de geração em geração.
O processo começa na natureza. O barro retirado do rio passa por peneiragem para a remoção de impurezas e, depois, pelo amassamento, até ganhar forma e se transformar em cerâmica que segue para o forno. A produção se dá a partir da argila decantada. Com as mãos, os artesãos controlam a pressão até que a peça surja. Parece um trabalho simples, mas carrega anos de experiência.
Os mestres artesãos também revelam um segredo: para obter a melhor matéria-prima, a fase da lua é importante. Muitos já não seguem essa prática, que é uma técnica ancestral.
Cerca de 150 olarias mantêm a atividade e garantem o sustento de grande parte das famílias, que se reúnem anualmente na Feira dos Caxixis. O distrito se tornou destino para turistas e apreciadores da arte, que podem acompanhar de perto todo o processo.
A reportagem é da TVE da Bahia, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
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