Em Salvador, dois dos envolvidos no assassinato da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete, em 2023, foram condenados. O executor do crime, Arielson da Conceição Santos, pegou 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão. E o mandante, Marílio dos Santos, foi condenado a 29 anos e 9 meses.Os autores do assassinato de Mãe Bernadete, Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, passaram por júri popular e foram condenados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e com utilização de arma de uso restrito.Arielson, que já estava preso, teve a prisão preventiva mantida e Marílio, que segue foragido, teve novo mandado de prisão expedido.Mãe Bernadete foi assassinada em 17 de agosto de 2023 dentro da própria casa no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. Segundo as investigações, a líder quilombola foi executada com 25 tiros por se posicionar de maneira firme contra a expansão do tráfico de drogas na área do quilombo.Outros três denunciados — Sérgio Ferreira de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Idnei Carlos dos Santos de Jesus — ainda irão a julgamento.A diretora-executiva da Anistia Internacional do Brasil, Jurema Werneck, relembra o perigo que defensores de direitos humanos correm no país.“Bernadete era uma defensora de direitos humanos que estava protegida no programa de proteção, que é uma política pública nacional, e ainda assim ela foi assassinada. O Brasil é um dos países que mais mata quilombolas. Portanto, a gente celebra a conquista, mas celebra com cautela, porque a gente lembra que as autoridades têm o caminho longo pela frente de cumprir o seu dever de garantir os direitos humanos básicos e a proteção de todos os defensores. Porque para nós é fundamental lembrar: lutar por direitos não pode custar a vida”.
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