O presidente Lula fez o tradicional discurso de abertura de chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Lula defendeu a democracia e a soberania, condenou as guerras e disse que só a diplomacia é capaz de encerrar os conflitos. Lula também afirmou que ninguém está acima da lei.
O presidente Lula foi o primeiro mandatário a discursar e mandou vários recados a Donald Trump, em meio a um clima de tensão com os Estados Unidos. No início da sua fala, Lula disse que a ONU vive seu momento mais crítico e que o sentimento é de indignação ao avaliar que o Conselho de Segurança não cumpre o seu papel de livrar o mundo das guerras.
Acrescentou que as concessões à lei do mais forte passaram do limite e mostram a falência total da política. Disse ainda que a democracia está em xeque, com tentativas de interferências externas que tentam influenciar no processo eleitoral e acessar recursos estratégicos. E enfatizou: “o Brasil continuará a ser um país soberano. Ninguém nos afastará deste caminho”. Ainda no discurso, Lula disse que o Brasil não vai terceirizar a responsabilidade de enfrentar o crime organizado. Citou medidas adotadas pelo país para combater a criminalidade.
Lula destacou ainda o Pix, que é alvo de críticas dos Estados Unidos. Disse que o Brasil não vai ceder a ofensivas para tentar privatizar o meio de pagamento. Disse também que, apesar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o Brasil vai bater recorde de exportações este ano. O discurso durou cerca de 20 minutos.
Guterres fala dos grandes desafios a vencer
Em seu último discurso como secretário-geral da ONU, o português António Guterres, disse que o mundo precisa de diálogo, cooperação e ação. Ele assumiu a liderança da organização em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que termina no fim deste ano.
Em meio a um cenário mundial conturbado, o mandato de Guterres foi marcado por tensões geopolíticas e conflitos crescentes, além de grandes mudanças tecnológicas e climáticas.
A gente conversa agora com o professor de Relações Internacionais da UERJ e coordenador do Laboratório de Análise Política Mundial, o LabMundo, Pablo Saturnino Braga.
Professor Pablo Saturnino Braga analisa discursos
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