Os ataques de Israel ao Líbano depois do cessar-fogo foram os mais intensos desde que a guerra começou e causaram um grande número de vítimas. De acordo com a Defesa Civil Libanesa, pelo menos 254 pessoas morreram e mais de 1.600 ficaram feridas. Entre os mortos está o sobrinho do secretário-geral do grupo Hezbollah.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que o cessar-fogo que suspendeu a guerra de seis semanas contra o Irã não se aplicava ao Líbano, e os militares israelenses disseram que as operações contra o Hezbollah, que apoia o Irã, vão continuar.
Bairros densamente povoados da capital Beirute estão entre os mais atingidos nos ataques aéreos de Israel nas últimas horas. Em um deles foi morto Ali Yusuf Arachi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah Naim Qassem. Segundo as forças de defesa israelenses, mais de cem centros de comando e militares do Hezbollah estavam entre os alvos em todo o Líbano.
Este morador de Beirute, que trabalha em um dos prédios atingidos, disse que foi algo inacreditável. “O que vamos fazer com as nossas vidas? Onde vamos ficar? As pessoas querem viver, já chega de guerra”, afirmou.
Uma outra moradora que disse que não conseguia descrever a intensidade, o terror e o medo que sentiu. O som era muito alto, muito assustador e realmente apavorante.
Israel também atacou a última ponte que ligava o sul do Líbano ao restante do país. A estrutura fica sobre o rio Litani, a cerca de 30 km ao norte da fronteira com Israel. O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam afirmou que Israel intensificou os ataques depois do cessar-fogo. E apelou à comunidade internacional para que use todas as medidas viáveis para pôr fim à agressão israelense.
Na Faixa de Gaza, distante 200 km do Líbano, palestinos se despediram hoje do jornalista da Al Jazeera, Mohammad Washah, que foi morto ontem em um ataque aéreo israelense. Ele era acusado por Israel de ser integrante do grupo armado do Hamas.
Organismos internacionais têm constantemente alertado para essas mortes de civis e ataques gratuitos a civis nesses países, mas parece que não tem sensibilizado as grandes potências.
Compartilhar:
