O avanço das queimadas no Amazonas acende um alerta para os impactos ambientais e riscos à saúde da população. Vários municípios decretaram estado de emergência e mobilizaram equipes de combate ao fogo. A reportagem é da TV Encontro das Águas, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Segundo dados do Inpe, dos 20 municípios brasileiros que ocupam o ranking de queimadas, quatro são do Amazonas. Lábrea e Boca do Acre, no sul do estado e, na região metropolitana, Autazes e Itacoatiara.
Em 2026, o Autazes já acumula 532 focos de incêndio. No auge da crise, o município registrou um pico de poluição extrema que chegou a impressionantes 750 de concentração de partículas finas. O valor é 50 vezes maior que o limite seguro, que é de apenas 15.
Nossa equipe sobrevoou a região que passou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Amazonas. O cenário é devastador. Áreas inteiras de floresta virgem, agora dão lugar a uma paisagem acinzentada.
Nos lugares onde o fogo ainda consome a mata, aeronaves enviadas pelo governo federal foram flagradas em plena operação. São seis do modelo Air Tracktor com capacidade de até 3 mil litros de água por voo. Além dessas, outros aviões da Força Aérea Brasileira, além de helicópteros, carros e embarcações foram integrados a frota numa ação conjunta de combate aos incêndios florestais.
De passagem pelo estado para acompanhar de perto a situação, o ministro do Meio Ambiente, João Capobianco, trouxe detalhes da situação crítica que o estado vive com relação aos incêndios se iniciarem de forma criminosa. O coordenador do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, recém-inaugurado em Manaus, disponibilizou a estrutura para coibir e fortalecer o trabalho de investigação sobre os incêndios propositais.
No último domingo, o município decretou situação de emergência ambiental, sanitária e agropecuária em decorrência das queimadas. As aulas presenciais também chegaram a ser suspensas.
O prefeito do município, Thomé Neto, também foi notificado para informar se a prefeitura autorizou as queimadas na região em setembro e outubro deste ano.
Compartilhar:

