Morreu nesse domingo (18) o compositor, cantor e pianista, Benito Di Paula, aos 84 anos. Ele estava hospitalizado em São Paulo havia três meses, para tratar um câncer de próstata.
Benito Di Paula começou a carreira como cantor e pianista em hotéis e boates do Rio de Janeiro e de São Paulo, para onde se mudou antes de começar a fazer sucesso. Criou uma música que ele mesmo chamou de samba-joia: um estilo que unia a cadência do samba com arranjos românticos, influências de jazz e bolero e o uso marcante do piano.
No início da década de 1970, virou um fenômeno musical. Sucesso que se traduziu em mais de 50 milhões de discos vendidos, se tornando um dos maiores recordistas da indústria fonográfica brasileira.
Benito Di Paula era também dono de uma aparência marcante. As roupas extravagantes, os anéis, as correntes, os cabelos longos, e o bigode fino faziam dele um tipo inconfundível. Mas apesar do sucesso junto ao grande público,
Benito Di Paula sofreu críticas da imprensa especializada e da elite cultural, que o rotularam como brega. O que não diminuiu sua força. Em 2025, foi homenageado pelo Carnaval de São Paulo. A escola de samba Águia de Ouro levou para o sambódromo o enredo "Em retalhos de cetim, a Águia de Ouro do jeito que a vida quer".
Nos últimos anos, Benito Di Paula se afastou da grande mídia, mas continuou em projetos com o filho Rodrigo Vellozo, também cantor e pianista. A última aparição em público foi no ano passado, justamente ao lado do filho. Foram mais de cinco décadas de carreira e dezenas de discos gravados.
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