O estado do Rio de Janeiro aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permite a ampliação do prazo de pagamento das dívidas com a União. O termo de adesão foi assinado nesta segunda-feira (22) pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, com a presença do presidente Lula, no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
Podemos dizer que foi um final feliz para uma novela que já se arrastava há alguns anos. O fato é que o Rio de Janeiro era um dos estados mais endividados do Brasil. E aí sobrava pouco para manter a máquina funcionando, como o pagamento de salários, e principalmente faltavam recursos para novos investimentos.
Agora, com o Propag assinado, o caixa do estado terá maior folga e previsibilidade para os próximos anos. Para termos uma ideia do que representou essa assinatura de hoje, a dívida do estado com a União foi reduzida em R$ 40 bilhões. A parcela mensal do estado será reduzida de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões.
E este reequilíbrio nas contas públicas vai possibilitar investimentos em áreas estratégicas como saúde, segurança e educação.
A agenda do presidente Lula continua aqui no Rio de Janeiro. No início da tarde, ele participou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do anúncio de mais R$ 140 bilhões para o Programa Nova Indústria Brasil.
No Rio, o BNDES anunciou investimentos de R$ 140 bilhões no Programa Nova Indústria Brasil. Os recursos virão do BNDES e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O BNDES anunciou hoje investimentos no Nova Indústria Brasil, programa voltado para o desenvolvimento do setor.
Nesta nova etapa, o BNDES confirmou o aporte de mais de R$ 140 bilhões até o fim de 2026. Com isso, os investimentos totais na política industrial chegam a R$ 750 bilhões nos últimos quatro anos.
Na área socioambiental, foi divulgado o resultado do Profloresta Mais, parceria entre o BNDES e a Petrobras. O programa é considerado a maior iniciativa global de compra de créditos de carbono. Três empresas foram selecionadas, elas vão fornecer 5 milhões de créditos de carbono com replantio de espécies nativas da Amazônia. A configuração estimativa é de que sejam mobilizados R$ 450 milhões em investimentos e que a área seja capaz de capturar 5 milhões de toneladas de carbono.
Além disso, foi oficializada uma parceria para pesquisas sobre minerais críticos essenciais para a transição energética.
O BNDES também anunciou o financiamento de R$ 340 milhões a uma empresa de mobilidade urbana para financiar 85 mil bicicletas elétricas para entregadores de aplicativos.
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