Brasil brilha nos Jogos Paralímpicos e está próximo de bater recorde histórico de medalhas
Vitórias do judô, natação, atletismo e halterofilismo elevam o Brasil a 70 pódios em Paris, com duas medalhas a menos dos Jogos de Tóquio e do Rio de Janeiro Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
06/09/2024 18h19
Atualizado em 06/09/2024 18h32
Thiago Paulino é o detentor da medalha 200 do atletismo em Jogos Paralím´picos. Foto: Wander Roberto/CPB
Alana Maldonado conquista a primeira medalha do judô na Arena Champ de Mars. Foto: Alexandre Schneider/CPB
Talisson se consagra e conquista em Paris, medalhas de ouro, prata e bronze. Fotos: Douglas Magno / CPB
Em sua primeira Paralímpiada, Zileide Silva, faz segundo melhor salto e conquista a prata. Foto: Ale Cabral/CPB
Gabriel Bandeira ganha sua terceira medalha em Paris. Foto: Marcello Zambrana/CPB
Maria Fátima de Castro levantou 133kg no halterofilismo e garantiu o bronze. Foto: Silvio Ávila/CPB
A dois dias do fim dos Jogos Paralímpicos de Paris, Brasil fecha a sexta-feira (6) com oito medalhas, alcançando 70 pódios, a duas conquistas de igualar o número de vitórias conquistadas em Tóquio (2020) e no Rio (2016). Neste momento, o Brasil subiu uma posição no quadro e está em sétimo lugar. Por quantidade medalhas, somente três países estão a frente do Brasil (China, Grã-Bretanha e Estados Unidos)
A marca do Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, está presente nesse recorde de medalhas: mais de 63% dos atletas do paradesporto presentes nos Jogos Paralímpicos da França fazem parte da mais alta categoria do programa de incentivo, a Bolsa Atleta Pódio.
"Além disso, quase 90% dos esportistas são beneficiados, e, no último edital, até os atletas-guias foram incluídos no Bolsa Atleta. Chegamos ao mesmo número das competições anteriores a dois dias do fim dos Jogos, então tenho certeza de que superaremos essa marca, o que nos deixa muito felizes e mostra que todos os incentivos aos atletas estão funcionando", afirmou o ministro do Esporte, André Fufuca.
Confira os resultados do dia:
Natação
A natação nunca decepciona e, em todos os dias de competição, garantiu medalhas para o Brasil. Nesta sexta-feira, foram duas: o nadador catarinense Talisson Glock venceu os 400m livre da classe S6 (limitação físico-motora), garantindo o primeiro lugar no pódio, após já ter conquistado medalhas de prata e bronze. Essa é a quarta conquista do atleta na competição.
"Saio daqui completamente realizado, com medalhas de cada cor: duas de bronze, uma de prata e uma de ouro. Estou muito feliz e só tenho que agradecer a todos pelas mensagens de carinho que venho recebendo. Dei tudo de mim, e tudo deu certo", disse o campeão paralímpico Talisson Glock.
O paulista Gabriel Bandeira faturou a prata nos 100m costas S14 (deficiência intelectual). Esta foi a terceira medalha de Gabriel nos Jogos Paralímpicos de Paris. Ele também conquistou o bronze nos 100m borboleta e no revezamento 4x100m livre S14. "No geral, foi uma competição de muita resiliência, com altos e baixos. Senti que foi bastante conturbada, mas consegui fechar com o meu melhor tempo da vida e com o recorde das Américas", destacou Gabriel Bandeira.
Judô
O Judô conquistou seu primeiro ouro em Paris. A medalha veio pelas mãos da judoca Alana Maldonado, da classe J2 (atletas com visão parcial). Com essa vitória, ela se tornou bicampeã paralímpica na modalidade.
Alana, que já havia perdido para a lutadora chinesa três vezes, falou sobre a luta: "Eu sonhei muito com esse momento, sonhei com o pódio, e Deus me fez acreditar que eu era capaz. Foi um ciclo muito difícil para mim; passei o ano de 2023 totalmente fora das competições, pois estava machucada. Agora, só tenho gratidão a todos os envolvidos", contou Alana.
Na categoria até 70kg, classe J1, a carioca Brenda Freitas ficou com a medalha de prata após ser derrotada na final pela chinesa Li Liu.
Atletismo
O atletismo garantiu duas pratas e um bronze. O primeiro bronze do dia chegou logo no início da manhã, pelo horário de Brasília, com a piauiense Antonia Keyla na final dos 1500m T20 (deficiência intelectual). Ela chegou na terceira colocação com o tempo de 4min29s40, cravando o novo recorde das Américas. A marca anterior era da própria Keyla – 4min30s75. A vencedora da disputa foi a polonesa Bárbara Zajac, com a marca de 4min26s06. A ucraniana Liudmyla Danylina ficou com a prata, com 4min28s40.
Já os paulistas Thiago Paulino e Zileide Cassiano fecharam o dia de competição com medalhas de prata. Paulino conquistou a prata no arremesso de peso na classe F57 (cadeirantes), com uma melhor marca de 15,06 metros após seis tentativas. O brasileiro ficou atrás apenas do iraniano Yasin Khosravi, que quebrou o recorde paralímpico com 15,96m. O bronze ficou com o indiano Hokato Hotozhe Sema. O pódio de Thiago foi histórico, sendo a medalha de número 200 do atletismo na história dos Jogos Paralímpicos. A modalidade é a que mais rendeu medalhas ao país na competição.
A estreante em Jogos, Zileide Cassiano, conquistou a medalha de prata na final do salto em distância T20 (deficiência intelectual). Ela teve como melhor marca a distância de 5,76m. Outras brasileiras envolvidas na final, a potiguar Jardênia Félix e a acreana Débora Lima, terminaram na quinta e sexta posições, respectivamente.
Halterofilismo
O outro bronze do dia veio com a amazonense Maria de Fátima Castro, no halterofilismo, na categoria até 67kg na Arena La Chapelle. A atleta alcançou o resultado com um levantamento de 133kg. O ouro ficou com a chinesa Yujiao Tan, com 142kg (novo recorde mundial), e a prata com a egípcia Fatma Elyan, com 139kg.
Maria é estreante em Jogos Paralímpicos. Ela tem má-formação congênita nas pernas e conheceu o halterofilismo em 2017, passando a se dedicar à modalidade em 2019. Foi medalhista de prata no Mundial de Halterofilismo de Dubai em 2023, na disputa por equipes femininas, ao lado da mineira Lara Lima e da carioca Tayana Medeiros.
Assessoria de Comunicação - Ministério do Esporte
Categoria Cultura, Artes, História e Esportes




