Brasil e Coreia do Sul avançaram em novos acordos de cooperação. Os dois países firmaram cinco pré-acordos em áreas como comércio, tecnologia e outros setores estratégicos. O anúncio foi feito durante a visita de Estado do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.
Mais de 300 empresários dos dois países se reuniram nesta terça-feira (28) em São Paulo. Os brasileiros puderam ficar frente a frente com o presidente sul-coreano para entender o país e as oportunidades que ele oferece. Ficaram também frente a frente com CEOs de grandes empresas, como LG e Samsung, por exemplo.
No encontro, foram firmados os chamados memorandos de entendimento. Empresários das mesmas áreas, dos mesmos setores, sentam, firmam esses memorandos e começam, então, uma cooperação para identificar áreas de investimento em cada um dos países. Por exemplo, no setor farmacêutico, para o desenvolvimento de novas moléculas. Os coreanos também têm muito interesse no Brasil no que se refere aos alimentos, porque eles têm um problema de inflação, de insegurança alimentar, e prometeram para o Brasil a abertura do mercado deles para a carne bovina. Isso é aguardado com muita expectativa, porque a China estipulou uma cota para as nossas exportações. Então, as exportações que deixarão de ir para a China poderão ir para a Coreia do Sul. Grande expectativa para a missão sanitária que chega ao Brasil em agosto para continuar os entendimentos nessa área.
Eles têm interesse também na nossa energia, com oportunidades para os nossos biocombustíveis, e terras raras. Interessante para os dois países, que têm pautas complementares. O Brasil quer entender a cadeia produtiva, tecnologia, mercado consumidor, e os coreanos são os segundos maiores produtores de semicondutores do mundo.
A corrente comercial hoje entre os dois países está em cerca de US$ 10 bilhões, mas já foi de US$ 15 bilhões ao ano, e, segundo o governo brasileiro, é possível dobrar essa corrente se esses entendimentos, se esses setores identificados, de fato, se tornarem oportunidades de comércio.
O Brasil também quer se aproximar da Coreia do Sul no que se refere ao acordo Mercosul-Coreia do Sul, porque — o governo deu esses dados também neste encontro — o acordo Mercosul e União Europeia já teve resultados. Nesses poucos meses de funcionamento, cerca de dois, a nossa pauta de exportações foi ampliada em US$ 10 bilhões. Por isso, a necessidade dessa aproximação para diversificar o mercado.
Mas o governo foi bem claro nesse encontro: disse que tem interesse, sim, no mercado norte-americano, quer manter esse mercado, mas quer diversificar a pauta para exportar mais, para ter mais oportunidades. E lembrou que os empresários norte-americanos também continuam interessados, sim, em fazer comércio com a gente.
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