O Brasil fechou uma série de acordos comerciais com a Indonésia durante a passagem do presidente Lula pelo país asiático. Entre os setores contemplados estão de minerais críticos e de biocombustíveis.
O presidente destacou ainda, durante o fórum com investidores, que o Brasil atualmente reúne estabilidade fiscal, jurídica, econômica e social.
Os dois presidentes assinaram acordos nas áreas de estatística, agricultura, energia, ciência e tecnologia e promoção comercial.
Para o presidente Lula, esses acordos vão contribuir para que o Brasil e a Indonésia aprofundem o diálogo e a cooperação. Lula destacou que é quase inexplicável o fato de os dois países que, somam cerca de 500 milhões de habitantes, terem um comércio de apenas US$ 6 bilhões.
Lula disse que novos encontros entre ele e o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, devem ocorrer para tornar a relação entre os dois países cada vez mais sólida e valorosa.
O presidente brasileiro reiterou seu posicionamento em defesa de uma reforma integral do Conselho de Segurança da ONU para superar a falta de representatividade e a atual paralisia da entidade.
Além disso, enfatizou que não há desenvolvimento sustentável sem a superação da fome e da pobreza. Lula ressaltou que Brasil e Indonésia compartilham visões e posicionamentos semelhantes, como a defesa da paz em Gaza.
Durante a declaração à imprensa, o presidente Lula defendeu o multilateralismo e o uso das moedas locais para as trocas comerciais entre os dois países. O presidente também afirmou que, no contexto político e econômico atual, é fundamental que os países discutam suas similaridades - e que uma relação comercial justa é aquela em que todos ganham.
“Tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercialização entre nós dois com as nossas moedas. Essa é uma coisa que nós precisamos mudar. O século XXI exige que tenhamos a coragem que não tivermos no século XX. Evide que a gente mude alguma forma de agir comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém. Nós queremos multilateralismo e não unilateralismo”, afirmou o presidente brasileiro.
Compartilhar:
