Brasil participa de conferência global sobre resistência antimicrobiana
Ministério da Saúde participa da 4ª Conferência Ministerial Global de Alto Nível sobre Resistência Antimicrobiana, em Jeddah, na Arábia Saudita, representado pela secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
16/11/2024 10h19
Atualizado em 19/11/2024 18h14
Foto: Fernanda Manara/MS
No início de setembro, o Brasil discutiu o uso indiscriminado de antimicrobianos na saúde humana, animal e nos meios de produção agroalimentares, durante a 4ª Reunião do Grupo de Trabalho da Saúde do G20, em Natal (RN). No final daquele mês, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos, os países-membros assinaram a Declaração Política da Reunião de Alto Nível sobre Resistência Antimicrobiana. Agora em novembro, os países se reúnem para apresentar suas ações em andamento e alinhar a resposta global à resistência antimicrobiana (RAM).
A Declaração Política articula uma resposta multissetorial coordenada, reforça a importância de pesquisa e inovação e de uma vigilância contínua, além de prever financiamento adequado para essas ações.
Durante a 4ª Conferência Ministerial Global de Alto Nível sobre Resistência Antimicrobiana, realizada em Jeddah, na Arábia Saudita, de 14 a 16 de novembro, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel – que representou o Ministério da Saúde no evento – participou de painel com líderes mundiais sobre o aprofundamento no diagnóstico em RAM. No dia 15, a secretária fez um balanço sobre o fortalecimento das ações globais contra a RAM, desenvolvidas durante a presidência do Brasil no G20, em 2024. Como coordenadora do Comitê Técnico Interministerial do Brasil sobre Uma Só Saúde, ela destacou a necessidade da prevenção e controle de ameaças à saúde, por meio de abordagem integrada e cooperativa que reconheça a conexão entre a saúde humana, a saúde animal, a saúde vegetal e a saúde ambiental. De acordo com a secretária, “o comitê Uma Só Saúde tem a RAM como prioridade para as ações colaborativas entre as instituições, e vem sendo planejado o primeiro inquérito brasileiro sobre RAM, integrando dados de humanos, animais e do meio ambiente”.
Na Presidência do G20, de 1º de dezembro de 2023 a 30 de novembro de 2024, o Brasil sediou a Cúpula de Líderes do grupo em novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Na ocasião, foram apresentados os acordos negociados ao longo do ano e apontados os caminhos para lidar com os desafios globais. Durante a presidência brasileira, as principais questões trabalhadas pelo G20 foram RAM, Uma Só Saúde e mudanças climáticas.
Ameaça global
Segundo estudo publicado na revista The Lancet, em 2022, estima-se que ocorreram 4,95 milhões de mortes associadas à RAM bacteriana em 2019 em todo o mundo. A pesquisa afirma ainda que a RAM é uma das principais causas de morte mundialmente, com as maiores cargas em ambientes de poucos recursos.
Países-membros do G20
Fazem parte do G20 os países mais industrializados do mundo: Brasil, África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia –, além da União Europeia e União Africana.
Swelen Botaro**Ministério da Saúde
Categoria Saúde e Vigilância Sanitária
Tags: vigilância em saúde e ambienteresistência antimicrobianauma só saúdeg20 saúde


