Combate ao crime organizado como pretexto para medidas unilaterais? O governo federal reagiu às novas sanções dos Estados Unidos contra pessoas e empresas brasileiras suspeitas de elo com o Primeiro Comando da Capital, o PCC.
A medida gera preocupação e pode colocar em risco empresas e bancos, segundo o governo federal, que também fez hoje uma nova reunião com a equipe de Donald Trump sobre as tarifas contra os nossos produtos.
Essa foi a quarta reunião entre o ministro do Desenvolvimento, Márcio Rosa, com o representante de comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Foram discutidos seis temas no contexto da ameaça de tarifa de 25%: comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
Segundo o ministro, o diálogo tem sido construtivo e uma nova reunião foi marcada para o dia 15 de julho.
Ontem, o Ministério das Relações Exteriores já havia afirmado que as críticas ao Pix e a decisões da justiça não têm relação com comércio e que a ameaça do tarifaço foi politizada por autoridades dos EUA.
Sobre isso, agora há pouco, pelas redes sociais, o presidente Lula criticou o tarifaço. Segundo Lula, abre aspas, "nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço, agora ou depois". Ele também criticou iniciativas partindo de brasileiros para incentivar sanções econômicas contra o país.
E em meio a esse debate das tarifas, o Brasil reagiu às sanções impostas ontem por Trump contra brasileiros e empresas alegando vínculo com o PCC.
Em nota, o Ministério da Justiça disse que o combate ao crime organizado transnacional não deve servir de pretexto para medidas unilaterais que desconsiderem a cooperação jurídica internacional e os tratados internacionais em vigor.
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