Alinhado à Década das Nações Unidas para a Agricultura Familiar (2019–2028) e às Diretrizes Voluntárias sobre a Governança Responsável da Posse da Terra, da Pesca e das Florestas (DVGT) , o evento “II Diálogos” visa contribuir para o avanço de agendas globais relacionadas ao desenvolvimento rural sustentável, à segurança alimentar e à redução das desigualdades. Além da sessão no Brasil, esta segunda edição terá outros quatro encontros, distribuídos em diferentes regiões do planeta ampliando as oportunidades de diálogo, intercâmbio de experiências e cooperação internacional. Os eventos permitirão ao governo brasileiro compartilhar experiências e lições aprendidas na América Latina e no Caribe, ao mesmo tempo em que conhecerá iniciativas e abordagens desenvolvidas em outras regiões do mundo, nos temas de governança e acesso à terra e agricultura familiar.
De 22 a 24 de junho, acontece a II Edição dos Diálogos Inter-regionais sobre a Agricultura Familiar: Inovações para uma Melhor Governança e Acesso Equitativo à Terra , promovida no âmbito da parceria de cooperação Sul-Sul desenvolvida entre o governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), no marco das ações da Plataforma Técnica Regional de Agricultura Familiar da FAO.
Participantes: representantes de governos, organismos internacionais, organizações da agricultura familiar, instituições de pesquisa e especialistas de diferentes regiões do mundo.
Evento: II Edição dos Diálogos Inter-regionais e Fórum Global de Soluções de Políticas para a Agricultura Familiar – Inovações para uma Melhor Governança e Acesso Equitativo à Terra
Em 2025, a primeira edição dos Diálogos reuniu representantes de mais de 40 países e permitiu identificar em práticas sustentáveis, inovação, transferência de tecnologia e parcerias estratégicas.
Para debater o tema, representantes de 19 países de quatro continentes se reúnem na próxima semana em Brasília (DF) para dialogar e trocar experiências sobre políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, sobre a governança responsável da posse da terra e sobre a ampliação do acesso equitativo a recursos produtivos.
Local: Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF), dias 22 e 24 de junho.
Brasília (DF), 16 de junho de 2026 – A agricultura familiar constitui a base dos sistemas agroalimentares globais, sendo responsável por mais de 80% dos alimentos produzidos no mundo, em termos de valor, e garantindo meios de subsistência para mais de 2,5 bilhões de pessoas.
Data: 22 a 24 de junho de 2026
Segundo o estudo A Situação da Posse e da Governança da Terra , desde a adoção das DVGT em 2012, 71 países implementaram algum tipo de reforma agrária. Desses, 27 fizeram referência explícita às Diretrizes em seus processos de reforma. Ainda assim, apenas 35% das terras do mundo possuem documentação oficial de propriedade, posse ou direitos de uso registrados em cadastros ou registros reconhecidos. E mais de 1,1 bilhão de pessoas, quase 23% da população adulta mundial, sentem-se inseguras quanto à posse de suas terras.
Ao longo de três dias, os participantes analisarão evidências globais, regionais e nacionais sobre governança fundiária, conhecerão experiências de referência em políticas públicas de acesso à terra, reforma agrária e regularização fundiária, além de compartilhar soluções e boas práticas desenvolvidas em diferentes regiões do mundo.
O debate tem como objetivo destacar a importância de fortalecer as ações de acesso à terra e de governança fundiária de povos indígenas, comunidades afrodescendentes e outras comunidades tradicionais, reconhecendo que a proteção desses territórios é fundamental para preservar meios de subsistência, conservar a biodiversidade e contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas.
O evento reunirá representantes de governos, organizações de agricultores familiares, organismos internacionais, especialistas e instituições de quatro regiões do mundo: América Latina e Caribe, Ásia, África e Europa.
Serviço:




