A Justiça do Distrito Federal suspendeu a venda de uma área ambiental que seria usada como garantia para empréstimos do Banco de Brasília, o BRB.
A decisão vem depois que o governador do DF, Ibaneis Rocha, havia sancionado uma lei que autorizava o uso de nove imóveis públicos para salvar o banco. Os imóveis seriam vendidos para captar mais de R$ 6 bilhões no mercado financeiro.
A decisão do juiz Carlos Medeiros, do TJDFT, atendeu a um pedido do Partido Verde e da senadora Leila Barros, do PDT aqui do DF.
A Serrinha do Paranoá era um desses nove terrenos do GDF que serviriam de garantia para a capitalização do BRB, depois dos prejuízos com a tentativa de compra do Banco Master, que está sob investigação da Justiça.
A lei aprovada para ajudar o banco incluía uma área de 716 hectares da Serrinha, avaliada em mais de R$ 2 bilhões, cerca de um terço do valor exigido pelo Banco Central para a capitalização.
O problema é que a região é de cerrado nativo e abriga mais de 100 nascentes. Moradores e ambientalistas se manifestaram contra a inclusão do local.
Na decisão, o magistrado chama atenção para a importância da preservação da Serrinha e afirma que, para salvar o banco oficial de um desastre provocado pela mais pura má gestão, estaria sendo liquidado às pressas o patrimônio imobiliário do povo.
O governador Ibaneis Rocha criticou a decisão e disse que se trata de politização do caso.
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