Começa nesta segunda-feira (24), em todo o país, uma força-tarefa para convocar familiares de pessoas desaparecidas para a coleta de material genético. Esta é a quarta edição da Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, realizada pelo governo federal em parceria com as secretarias de segurança pública dos estados.
O Brasil registrou mais de 84 mil pessoas desaparecidas em 2025, segundo dados do Sinesp, o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. Quase 24 mil são crianças e adolescentes. A coleta de DNA de familiares é usada para identificar pessoas desaparecidas por meio da comparação com bancos de dados genéticos.
A ação nacional, que acontece até sexta-feira (28), vai disponibilizar 334 pontos de coleta de DNA nas 27 unidades da federação. A coleta é gratuita e indolor e permite comparar o DNA dos familiares com perfis genéticos de pessoas encontradas, vivas ou mortas, mas que ainda não tiveram a identidade confirmada.
Para participar, é preciso apresentar um documento de identificação e as informações do boletim de ocorrência do desaparecimento. O Ministério da Justiça recomenda, preferencialmente, a participação de familiares de primeiro grau, como pais, mães, irmãos e filhos. Em caso de resultado positivo, a instituição responsável pela análise genética entrará em contato com o familiar que fez a doação.
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