A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai fazer uma denúncia contra a Meta na Organização dos Estados Americanos (OEA) por interferência nas eleições brasileiras. A decisão veio após uma série de incidentes nas redes sociais controladas pela empresa, como WhatsApp e Instagram, em relação à campanha do petista. São problemas como a restrição na entrega de postagens e mesmo respostas diferentes da inteligência artificial da companhia a pedidos relacionados aos dois candidatos à presidência. Está prevista para esta quinta-feira (15), inclusive, uma reunião da equipe de Lula com observadores internacionais para tratar desse tema.
A reunião da campanha do PT com observadores internacionais é para apresentar um relatório que mostra interferências externas nas eleições brasileiras e para formalizar denúncia na Organização. Serão acrescentados documentos publicados por entidades da sociedade civil e mais de 2.700 denúncias individuais apresentadas à campanha nos últimos três dias.
As acusações são contra a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e o WhatsApp. Para a campanha de Lula, a empresa de Mark Zuckerberg é alinhada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exerce pressão sobre os eleitores brasileiros. Representantes do PT já se reuniram ontem com partidos e entidades de defesa da democracia de 12 países, como Argentina, Reino Unido, Chile, Estados Unidos, Espanha e Moçambique, e também acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após constatar a restrição na entrega de postagens aos usuários das plataformas da Meta.
O TSE realizou uma reunião nesta manhã a portas fechadas com representantes da empresa. Nessa quarta-feira, o coordenador da campanha de Lula, Camilo Santana, também afirmou que o perfil do candidato à reeleição no Instagram tornou indisponível por várias horas os botões de repostar e de fazer um story com o conteúdo.
“Tudo o que tem ocorrido de estranho e de indícios que tem interferido na campanha do presidente Lula, tanto de interrupções, de interrupções de de bloqueio de impulsionamento, interrupções de visualizações e, por exemplo, agora o IA da Meta, do WhatsApp, quando você coloca 'quero uma bandeira do Lula 13 ou do Flávio 22', aparece o do Flávio, mas não aparece o do Lula. Nós acabamos de fazer agora à tarde uma reunião com mais de 12 países, de companheiros e companheiras de 12 países, de partidos, de entidades internacionais em defesa da democracia, para que a gente possa denunciar isso internacionalmente, porque nós não podemos admitir essa interferência que está ocorrendo aqui das Big Techs, principalmente da Meta nessas eleições. A campanha vem denunciar a interferência externa nas eleições e nós sabemos o peso que tem, é, as redes sociais hoje numa eleição presidencial, principalmente uma eleição curta, de poucos dias, né? Que é o, no caso, o segundo turno dessa eleição”, afirmou Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula.
A empresa Meta divulgou uma nota em resposta a essa denúncia específica da geração de imagens por IA, inteligência artificial. A companhia afirmou que “em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usados apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens.”.
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