Março é o mês de alerta para o câncer de intestino, uma doença muitas vezes silenciosa. No Brasil, é o terceiro tipo de câncer que mais mata e, no mundo, o câncer colorretal já ocupa a segunda posição em mortalidade. A estimativa é de mais de 53 mil novos casos por ano até 2029.
O aumento de casos de câncer de intestino reflete mudanças profundas no nosso modo de vida. Os médicos alertam que o sedentarismo e a má alimentação são as principais causas para esse crescimento. E tem tido incidência em uma população mais jovem.
O câncer de intestino costuma dar sinais, mas o perigo é confundir esses sintomas com problemas passageiros. Alterações persistentes no ritmo de idas ao banheiro, dores abdominais e fraqueza não devem ser ignoradas.
Pequenas mudanças na rotina têm grande impacto para se prevenir: reduzir o consumo de ultraprocessados, como salsicha e bacon, e carnes vermelhas em excesso, além de incluir mais fibras e atividades físicas no dia a dia.
Mesmo quem não tem sintomas ou histórico na família agora deve fazer o primeiro exame de rastreamento, a colonoscopia, aos 45 anos. É nesse exame que os médicos podem retirar pólipos, pequenas lesões que ainda não são câncer, mas que poderiam se tornar um tumor no futuro.
O SUS oferece desde o teste de sangue oculto até o tratamento completo, que pode envolver cirurgia e quimioterapia. O segredo, reforçam os especialistas, é não deixar a dúvida para depois e nem permitir que o tabu impeça a prevenção.
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