Esta quinta-feira, 26 de março, é o Dia de Conscientização do Câncer do Colo do Útero. Mesmo com a vacina contra o HPV, exames e tratamento disponíveis, a doença continua sendo uma das que mais mata mulheres no Brasil e na América Latina.
Estudo publicado na revista britânica The Lancet mostra que a eliminação da doença depende menos de novas tecnologias e mais da organização do cuidado, especialmente da vacinação contra o HPV, do rastreamento estruturado e de sistemas de informação capazes de acompanhar as pacientes ao longo do tempo. A pesquisa avaliou 35 países e mostrou que, na América Latina, a cobertura vacinal varia de cerca de 45% a 97%, enquanto no Caribe oscila entre 2% e 82%. Os números ainda estão distantes da meta global de 90% de meninas vacinadas até os 15 anos, estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que também preconiza 70% das mulheres rastreadas e 90% das lesões precursoras e cânceres tratados. A OMS projeta que, com cobertura adequada, a incidência pode cair para níveis residuais nas próximas décadas.
O câncer do colo do útero é uma doença potencialmente eliminável por meio da prevenção primária, com a vacinação contra o HPV, vírus causador da doença, e da prevenção secundária, que pode ser realizada por exames citopatológicos, como o Papanicolau ou, mais recentemente, por testes de detecção de HPV oncogênico. Esse tipo de teste está sendo implementado de forma faseada no país, com a expectativa de que, até o final do ano, todos os municípios tenham concluído a transição para essa metodologia.
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