A policial militar (PM) Gisele Alves Santana, morta há cerca de um mês no apartamento em que vivia com o marido, o também PM Geraldo Leite Rosa Neto, tinha a intenção de se separar dele. É o que diz a defesa da família, que também sustenta que o policial tinha um histórico de ameaças e perseguição contra outras mulheres.
A polícia ainda aguarda laudos complementares da perícia. A família da policial que foi morta alega que a PM foi assassinada. Nessa segunda-feira (16) o advogado da família da PM apresentou uma conversa entre a PM e o pai dela sobre uma possível mudança de casa, já que ela pretendia se separar do marido. Isso segundo a família.
Esse caso aconteceu no dia 18 de fevereiro. O marido dela, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Neto, disse que ela tirou a própria vida, mas com o avanço das investigações, a suspeita agora é que ela tenha sido assassinada.
Miguel Silva, advogado da família da policial, afirma que o tenente-coronel tem histórico de ameaças e comportamentos agressivos com outras mulheres e pede a prisão preventiva dele.
"Eu respeito a autoridade policial. A autoridade policial, ela tem que realmente investigar, ser detalhista e realmente aguardar todos os laudos. Mas eu entendo que há, sim, pré-requisitos para a decretação de uma prisão preventiva, até porque a gente vê prisões preventivas decretadas em situações inferiores a esse caso. Isso é muito grave. Ele tem um histórico ameaçador, ele tem um histórico perseguidor, ele tem um histórico de desequilíbrio", afirmou o advogado.
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