As investigações da Polícia Federal apontam o envolvimento de servidores do Banco Central que teriam atuado em favor do Banco Master. As autoridades investigam se Daniel Vorcaro teria custeado viagens internacionais e oferecido benefícios a esses servidores, em troca de repasse de informações internas e sigilosas do Banco Central. A investigação da Polícia Federal aponta que o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria custeado viagens internacionais de dois servidores do Banco Central.
Segundo relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal, um dos episódios envolveu uma viagem a Paris, na França, do então chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, Belline Santana, e da esposa dele. A PF diz que Vorcaro teria cuidado da logística da viagem, incluindo reservas em restaurantes de luxo.
O outro caso envolve o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza. De acordo com os investigadores, ele viajou com a família para a Disney, nos Estados Unidos.
A Polícia Federal suspeita que Vorcaro tenha pago cerca de US$ 38 mil a uma agência de viagens em nome do ex-diretor. Em depoimento à PF, Vorcaro negou ter feito pagamentos a diretores do Banco Central, mas admitiu ter oferecido o que chamou de "agrado" a Paulo Sérgio, ao disponibilizar gratuitamente um serviço de concierge durante a viagem à Disney.
A investigação também aponta que Belline Santana teria recebido cerca de R$ 500 mil por mês do Banco Master, em um total de R$ 3,8 milhões. Segundo a PF, os recursos teriam sido justificados como parte do financiamento de um programa de treinamento para jovens.
Os investigadores suspeitam que os dois servidores tenham atuado em favor dos interesses privados de Vorcaro, inclusive com o repasse de informações internas e sigilosas do Banco Central.
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