Cemaden promove diálogo sobre inclusão, diversidade e equidade
O evento contou com a painelista da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MCTI, além de reunir especialistas e representantes de diversas instituições públicas. O debate marcou a implementação do Plano Setorial do MCTI e reforçou o compromisso do Cemaden com um ambiente institucional inclusivo, diverso e livre de discriminação e assédio. Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
11/04/2025 18h18
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), realizou na última quarta-feira (9) uma roda de conversa com o tema “Equidade e Combate a Todas as Formas de Discriminação e Assédio”. O evento, promovido em formato híbrido (presencial e com transmissão ao vivo pelo canal do Cemaden no YouTube), marcou um passo importante na implementação da Portaria nº 8.885/2025, que institui o Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação no âmbito do MCTI.
Na abertura, a diretora do Cemaden, Regina Alvalá, destacou a importância da pauta para o ambiente institucional e social: “É extremamente importante debater e erradicar a discriminação e o assédio nas instituições — e em todos os espaços de convivência social— para que prevaleçam o respeito, a ética, o companheirismo e a união entre as pessoas, independentemente de idade, gênero, cor ou raça. O que deve prevalecer é a competência, o respeito mútuo e a convivência harmoniosa, bases para que as instituições cumpram suas missões de forma profissional, ética e inclusiva”, afirmou a diretora.
Durante o evento, a coordenadora de Relações Institucionais do Cemaden, pesquisadora Ana Paula Cunha, apresentou os servidores nomeados para a Comissão de Inclusão, Diversidade e Equidade (CIDE), instituída pela Portaria nº 535/2025, que criou o Programa de Inclusão, Diversidade e Equidade do Cemaden. “Nosso objetivo é estabelecer diretrizes que promovam ações eficazes de prevenção, acolhimento, apuração, responsabilização e mediação de conflitos, contribuindo para ambientes de trabalho seguros, inclusivos e livres de qualquer forma de violência”, destacou.
Compõem a comissão sete membros, designados pela Direção, entre servidoras e servidores do Cemaden, com previsão de atualização de sua composição a cada dois anos.
A presidente da Comissão e tecnologista sênior da Sala de Situação do Cemaden, Regla Somoza, moderou o diálogo da roda de conversa e enfatizou o papel transformador do serviço público: “É uma honra contar com mulheres líderes e protagonistas na defesa e implementação de programas de diversidade em instituições públicas. O setor público tem papel estratégico na construção de políticas e instituições mais justas, acessíveis e verdadeiramente democráticas. Diversidade é tema prioritário na agenda global.”
Apresentações do Diálogo: “Equidade e combate a todas formas de discriminação e assédio”
Elisangela Lizardo, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi a primeira painelista do evento. Informou que, desde o final de 2023, o governo federal instituiu assessorias de participação social (ASPAD), integrando o Sistema Nacional de Participação Social, coordenado pela Secretaria Geral da Presidência. “O objetivo é a retomada e o fortalecimento da democracia participativa no Brasil, sobretudo na reestruturação dos órgãos federais” afirma Elisangela Lizardo. Apresentou alguns dados de pesquisa, analisando os aspectos e desafios de inclusão, diversidade e equidade. “Os diálogos sociais fortalecem as instâncias democráticas e articulam a atuação conjunta entre Estado e sociedade civil. As unidades de pesquisa devem integrar essa rede de participação ativa.” destacou a chefe da Participação Social e Diversidade no MCTI. Também citou alguns exemplos de programas e ações inclusivas do MCTI, enfatizando a importância das unidades de pesquisas integrarem a rede de participação social.
Mychelle Alves, pesquisadora em Saúde Pública e coordenadora Colegiada do Comitê de Pró-equidade de Gênero e Raça na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), falou sobre os desafios sociais e as ações e políticas de diversidade que a Fiocruz desenvolve, tanto na questão de raça, quanto de gênero. “O comitê tem promovido diálogos constantes sobre raça, gênero e diversidade, com forte engajamento social.”, destacou Mychelle Alves.A coordenadora trouxe as experiencias do comitê da Fiocruz, exemplificadas com ações e conquistas desde sua criação como: a creche para crianças de até 5 anos, ações para acessibilidade dentro da instituição, facilidades para maternidade e amamentação, intérprete de Libras, materiais educativos acessivos e ações efetivas com mais investimentos.
“Quem somos nós? (Auto) Percepção racial na hora da validação cadastral ” foi o tema abordado por Magali Dantas, técnica judiciária no Conselho Nacional de Justiça e Professora do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Servidores do Poder Judiciário (CEAJUD). Em sua apresentação, revisitou vários aspectos do cotidiano e do histórico da sociedade no país e no mundo, levando à reflexão sobre a dificuldade de distinguir o pertencimento racial das pessoas não brancas, assim como ocorre, geralmente, nas questões das bancas de heteroidentificação. E abordou sobre a própria autopercepção racial das pessoas, que envolve não só a cor da pele, como também julgamentos e posicionamentos para se enquadrar na convivência social. “A autopercepção racial envolve construções sociais, identitárias e históricas. É necessário encarar o racismo institucional para avançarmos na distribuição equitativa de poder também no setor público.”, ressalta Magali Dantas, do Conselho Nacional de Justiça**.**
Érica de Holanda Leite, chefe da Divisão de Relações Multilaterais do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) apresentou as experiências com o Comitê Estratégico de Gênero, Diversidade e Inclusão no INPI e a recepção de novos servidores e servidoras. Explanou sobre os serviços prestados pela instituição para os registros de propriedades imateriais. Citou o desafio de identificar o público atendido, mas que, desde 2021, adotando cruzamentos de dados do INPI com os dados de outras instituições, além de consultorias, puderam levantar estatísticas e identificar as desigualdades expressivas de gênero e raça, nos atendimentos de registros. “Com os impactos provocados por essa exclusão, nós perdemos talentos no Brasil, porque afinal de contas toda a inovação brasileira tem que passar pelo registro do INPI*”,* afirma Érica Leite. Contou sobre os desafios e as experiências de participação de todos os setores do INPI nesse comitê estratégico, que desde 2024, os membros passaram a ser escolhidos por eleição o que fortaleceu a participação interna.
A plateia presencial e virtual interagiu ativamente com as painelistas, trazendo questionamentos e reflexões que enriqueceram ainda mais o debate sobre equidade, diversidade e combate a todas as formas de discriminação e assédio, temas que ocupam lugar central na agenda global e nos desafios contemporâneos da administração pública.
“Agradeço, imensamente, a todas as painelistas pela generosidade, excelência e profundidade de suas contribuições, que proporcionaram um momento valioso de escuta, troca e aprendizado para toda a equipe e, em especial, para o recém-formado Comitê de Inclusão, Diversidade e Equidade (CIDE) do Cemaden.”, disse a presidente do comitê do Cemaden, Regla Somoza. Destacou que com a realização do evento, o Centro reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente institucional ético, plural, seguro e verdadeiramente inclusivo.
As apresentações e os debates do tema “Equidade e combate a todas formas de discriminação e assédio” estão disponíveis na íntegra no canal do Cemaden no YouTube : https://www.youtube.com/watch?v=gibaDCzPrs8
📎 Portaria e Plano Setorial MCTI
Fonte: Ascom/Cemaden (MRO)
Painelistas da roda de conversa Diálogo “Equidade e combate a todas formas de discriminação e assédio”, no Cemaden com transmissão on-line.
Painelistas debatem e respondem perguntas aos participantes da roda de conversa no Cemaden, sobre "Equidade, discriminação e assédio”
Diretora do Cemaden à esquerda e alguns dos membros da Comissão de Inclusão, Diversidade e Equidade (CIDE), instituída pela Portaria nº 535/2025, que criou o Programa de Inclusão, Diversidade e Equidade do Cemaden.
Categoria Ciência e Tecnologia




