ORepórter Brasil Tardetraz notícias sobre o cemitério de pessoas escravizadas que foi encontrado no centro de Salvador. De acordo com o Ministério Público Estadual, no antigo cemitério, que hoje é um estacionamento, há mais de 100 mil corpos enterrados.
A descoberta foi da arquiteta urbanista Silvana Olivieri durante uma pesquisa de doutorado na Universidade Federal da Bahia. Ela fez comparações de mapas da época e fotos de satélite atuais, além de pesquisas em documentos históricos.
As escavações começaram no dia 14 de maio deste ano e já no terceiro dia de trabalho encontraram os primeiros vestígios: fragmentos de objetos e porcelanas do século XIX. Cerca de 10 dias depois, as primeiras ossadas foram achadas.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recomendou que a Santa Casa, que administra a área, suspenda o uso do espaço. Mas, o estacionamento continua em funcionamento.
Os registros históricos apontam 150 anos de atividade do cemitério. Além dos escravizados que foram maioria, as pesquisas também indicam presença de indígenas, integrantes da comunidade cigana e pessoas que não tinham como custear o enterro. Também podem estar enterradas pessoas que participaram das revoltas dos Malês e dos Búzios, além da Revolução Pernambucana.
O repórter Adriano Alves, da TVE da Bahia, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública, está lá e conta mais um capítulo dessa história.
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