O governo federal intensificou a fiscalização contra as apostas virtuais ilegais em todo o país. Já foi solicitada a derrubada de mais de cinco mil sites de apostas de cota fixa, as chamadas bets. A ofensiva cumpre medida provisória que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade dessas plataformas em território nacional.
A força-tarefa reúne o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Fazenda para conter a proliferação de apostas não autorizadas no ambiente digital. Do total de 5.209 domínios identificados pelas equipes de fiscalização, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já determinou o bloqueio de 2.387 sites junto a mais de 21 mil provedores de internet.
O objetivo central da medida é interromper o acesso aos serviços e asfixiar o financiamento de redes clandestinas por meio de ferramentas que permitam rastrear as operações ilegais. Como a oferta dos jogos é feita no ambiente virtual, os órgãos utilizam mecanismos para identificar e mapear esses sites e, tão logo tenham conhecimento deles, encaminham as informações à Anatel para que providencie o bloqueio.
O cerco alcança também a divulgação desses jogos nas redes sociais e em lojas de aplicativos. Foram notificados 186 aplicativos para remoção das lojas virtuais até 6 de outubro. Além disso, oito grandes plataformas de redes sociais receberam o prazo de dez dias para excluir todas as publicidades relacionadas a apostas proibidas.
O impacto das novas regras já se reflete no sistema financeiro. Segundo o governo, a medida provisória trouxe obrigações às instituições financeiras, e o Banco Central regulamentou duas resoluções que permitem rastrear o destino do dinheiro. Nos três primeiros dias, isso representou uma queda de cerca de 10% no número de pix realizados no Brasil, que, segundo a avaliação apresentada, provavelmente eram destinados a instituições de jogos.
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