Ele espera que um desses planetas se encontre em zona habitável
Pedro Gerum é cientista brasileiro e professor da Universidade Estadual de Cleveland, nos Estados Unidos. Integrou uma equipe na Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica (NASA), onde participou do programa de estágio, na NASA AMES, localizada na Califórnia. Pedro, junto com outros 12 cientistas, descobriu 301 novos exoplanetas no Sistema Solar e teve seu trabalho divulgado mundialmente pela instituição norte-americana.
Nascido e criado em Jundiaí, no interior do estado de São Paulo, o cientista se interessa por ciências exatas desde pequeno. Sempre participou de competições e olimpíadas de matemática e física, além da Olímpiada Brasileira de Astronomia. Apaixonou-se pela área de probabilidade. Sua primeira formação é em Engenharia de Produção, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Lá, teve seu primeiro contato com problemas de otimização e ciência de dados.
Durante sua trajetória, ganhou duas bolsas de estudos no exterior, onde passou um ano estudando na ONIRIS - Ecole nationale d'Ingénieurs des Techniques des Industries agricoles et alimentaires, na França, e um ano em Purdue University, nos EUA. Posteriormente, foi aceito pela Rutgers University, no estado da Nova Jersey, onde realizou seu doutorado em Engenharia de Produção e Sistemas, de 2015 a 2020. No decorrer desse período, foi aceito no programa de estágio intitulado “l^2”, pertencente à NASA, no qual agências espaciais de outros países selecionam estagiários para trabalharem em projetos com a agência norte-americana.
“A AEB foi fundamental para que eu pudesse ter a experiência de estágio na NASA. A agência norte-americana dificilmente contrata estrangeiros. Foi através da parceria entre a AEB e a NASA que pude participar desse projeto tão importante. O contato com a AEB sempre foi muito bom. Sempre que precisei, obtive respostas rápidas e ajuda constante”, afirma Pedro.
Com sua base teórica voltada para a área de computação e estatística, o cientista fez parte da divisão de sistemas inteligentes da NASA, onde obteve os primeiros resultados com um modelo de machine learning chamado “ExoMiner”. Esse modelo usa um novo sistema computacional que utiliza a capacidade de processamento para mapear o universo e diferenciar quais objetos são e quais não são planetas.
O sistema confirmou que existem planetas que ainda não foram descobertos em dados antigos. Até agora, foram descobertos 301 exoplanetas, ou seja, planetas que se encontram fora do Sistema Solar, em órbita de outras estrelas.
“Uma das maiores motivações para a busca de planetas é a possibilidade de encontrar vida. Infelizmente, nenhum dos 301 planetas está em zonas habitáveis. Porém, com o ExoMiner, podemos descobrir muito mais planetas de forma mais rápida. Estamos torcendo para que, logo, o ExoMiner nos mostre um planeta em zona habitável”, afirma Pedro.
Sobre a AEB
A Agência Espacial Brasileira, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia vinculada ao MCTI, responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira. Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.
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