Evento Cinema Brasileiro de Todos e para Todos segue até sexta-feira (19)
Cinema para todas as pessoas. Dando continuidade ao projeto de tornar acessível o audiovisual nacional, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) recebeu nesta quinta-feira (18) o evento Cinema Brasileiro de Todos e para Todos, promovido pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). O evento foi realizado na Sala Derby do Cinema da Fundação, localizada no Campus Ulysses Pernambucano da instituição, e reforça o compromisso da Fundaj em promover e democratizar a cultura para todas as pessoas.
A mesa de abertura contou com a presença do diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundação, Túlio Velho Barreto; do coordenador do Cinema da Fundação e da Cinemateca Pernambucana Jota Soares, Luiz Joaquim; do secretário de Regulação da Ancine, Leandro Mendes; e da coordenadora da Central de Acessibilidade Comunicacional da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude do Recife, Fabíola Maciel.
“Essas questões são urgentes e essenciais para que o cinema seja, de fato, algo democrático e acessível para todos”, pontuou Luiz Joaquim. Já Túlio Velho Barreto destacou que é necessário garantir acessibilidade em toda a cadeia e afirmou: “A pretensão da Fundaj é ir além do cinema para que todos os equipamentos culturais atendam a acessibilidade”. Fabíola assinalou que a cidade precisa ser para todas as pessoas, por direito constitucional, enquanto Leandro apontou para as políticas públicas regulatórias dentro da temática.
Para dar início ao ciclo de palestras do encontro, o secretário Leandro Mendes e a assessora na Coordenação de Análise Técnica de Regulação da Ancine, Renata Del Giudice, abordaram as ações de acessibilidade da Agência ao longo dos anos, desde instruções normativas a editais.
nte a palestra “Ancine: Panorama das ações de acessibilidade”, os convidados apresentaram, ainda, o aumento das obras lançadas e sessões com acessibilidade no Brasil e dos incentivos do poder público. A segunda palestra, “Acessibilidade Audiovisual no Mercosul: Experiências Regionais e Iniciativas da RECAM”, foi ministrada por Priscila Andrade, da Gestão de Conteúdos - RECAM/Mercosul. “O Brasil é o país que vem puxando as iniciativas na temática da acessibilidade”, contou.
“O Agente Secreto”
A acessibilidade do filme “O Agente Secreto” foi tema do debate seguinte, promovido por Liliana Tavares, Carlos Di Oliveira e Allison Felipe, que pontuaram a produção dos recursos de acessibilidade do longa de Kleber Mendonça Filho. Allison Felipe destacou a importância de se ter na equipe um tradutor surdo nativo para levar a emoção ao público surdo. Já Liliana explicou o processo de promover acessibilidade ao filme.
Para finalizar o primeiro dia do evento Cinema Brasileiro de Todos e para Todos, Liliana Tavares; Bernardo Lessa, da Vitrine Filmes; e Túlio Rodrigues, do Cinema da Fundação, dialogaram sobre a Distribuição e Exibição do premiado longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, partindo de questionamentos como: de que forma cada elo da cadeia pode contribuir para que a experiência da pessoa com deficiência seja melhor e para que esse público queira voltar?
O evento contou com Audiodescrição, Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e Libras. A programação segue até a sexta-feira (19), com uma sessão acessível do filme “Buenos Aires” e debate com a diretora, Tuca Siqueira.



