Nesta terça (14), a sala Museu do Cinema da Fundação, em Casa Forte, lotou de estudantes dos ensinos fundamental e médio da rede pública de ensino de Pernambuco para a exibição de filmes feitos por eles
Para quem se senta na poltrona do cinema, o audiovisual permite imaginar e visualizar outros mundos. Já para quem cria, a sensação é de entrega total, liberdade de experimentação e, principalmente, orgulho ao ver o trabalho final. Como resultado de um projeto de criação audiovisual da rede pública de ensino de Pernambuco, o Cinema da Fundação exibiu, nessa terça-feira (14), na sala Museu, em Casa Forte, a 1ª Mostra de Vídeo Estudantil (MOVE).
Parte do Programa de Educação e Acessibilidade do equipamento cultural da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), a sessão contou com a apresentação dos curtas-metragens experimentais de mais de 150 estudantes dos ensinos fundamental e médio de escolas das Gerências Regionais de Educação (GRE) Recife Norte e Metropolitana Norte, da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE).
A apresentação da sessão ficou por conta de Yastrícia Santos, monitora de acessibilidade do Cinema da Fundação, que conversou com os estudantes sobre o Programa de Educação e Acessibilidade e sobre os recursos acessíveis do equipamento cultural. Já a mostra foi apresentada por Rennan Peixe, coordenador do MOVE e representante da Gerência de Ações Culturais (GAC/SEE-PE), e pelos mediadores responsáveis por acompanhar os estudantes nas produções audiovisuais Rute Silva, Will Oliveira, Alessandro Andrade e Mylena Freitas.
Para o coordenador do MOVE, a realização da mostra é resultado de muita articulação entre instituições e do trabalho de estudantes e mediadores. “Só tenho a agradecer aos professores que vieram acompanhando as escolas, e ao gerente de cada GRE que se dispôs a contribuir para que esse projeto fosse executado na sua rede”, afirmou.
A realizadora audiovisual e mediadora do projeto Rute Silva trouxe ao público um pouco da sua experiência com os estudantes desde o início das oficinas. “Eu quero levá-los para conhecer o mundo, conhecer o cinema, conhecer museus, conhecer a vida. E o que eu sempre falo para eles é ‘peguem referências, tenham um repertório muito grande’. Eu sempre tento fazer eles olharem o mundo de uma maneira mais ampla, porque aquilo que tá na nossa frente é muito poético”, conta.



