Mostra Entrelaçadas foi resultado de uma oficina promovida pela Unidade de Artes Visuais
O Campus Ulysses Pernambucano da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Derby, recebeu o circuito de performances Entrelaçadas, na sexta-feira (23), resultado da Oficina de Performance: Investig[ações] sobre o corpo-objeto, realizada pela Unidade de Artes Visuais da instituição federal. O encontro reuniu um bom público de convidadas e convidados, além de pessoas que acompanharam as apresentações espontaneamente.
As nove performances, realizadas por mulheres, ocuparam diferentes espaços do Campus, começando no estacionamento e seguindo pelo hall de entrada, pela galeria e pela escada sob os clássicos ladrilhos da instituição. O percurso foi encerrado no pátio. As intervenções transformaram os ambientes em espaços de experimentação artística e reflexão, abordando temas como corpo, memória, identidade, dor, ancestralidade e experiências sociais.
Responsável pela oficina e integrante da Unidade de Artes Visuais, ligada à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundaj, Ronni Fx destacou a realização do encontro como um momento de culminância do processo desenvolvido com as participantes. “Ver essa culminância é uma realização. Tenho essa pesquisa do corpo-objeto e desse objeto como dispositivo mediador de memórias, mas o dia foi delas, que apresentaram. É um ato de resistência, vida, afirmação e reafirmação”, afirmou.
Entre as participantes, Liv Ramos apresentou a performance “Quando a dor resiste e a vida insiste”. Para ela, a experiência foi marcada pela emoção. “Foi muito especial esse momento. Houve um certo nervosismo por ter público, mas foi uma experiência catártica, uma experiência social e política. Somos mulheres que têm, cada uma, sua subjetividade, mas que dividem uma certa dor coletiva feminina”, relatou.



