A guerra no Oriente Médio segue impactando diretamente a vida de quem vive na região. No Líbano, milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas depois de ataques e ordens de evacuação. Muitos voltam para tentar recuperar o que sobrou, enquanto outros vivem em abrigos improvisados, sem previsão de retorno.
Cidades destruídas… prédios danificados… e uma paisagem marcada pelos efeitos da guerra. No sul do Líbano, moradores caminham entre escombros para tentar entender o que restou. Muitos voltam pela primeira vez depois dos ataques.
“Nós éramos 7 pessoas na casa... e ainda acolhíamos outras famílias... até que tudo foi atingido”, conta Jihane Salameh.
Além da destruição, há também a incerteza sobre o futuro. Autoridades israelenses falam em restringir o retorno de moradores ao sul do Líbano, o que aumenta a tensão entre a população. Para quem foi obrigado a sair, a volta para casa ainda não tem data.
"Nós queremos que a guerra acabe de uma vez... não queremos viver assim sempre”, afirma Ali Al-Aziz
Enquanto isso, em outras regiões, o cenário é de perda e recomeço. Dentro de casa, vidros quebrados, móveis danificados e marcas da explosão. Cada detalhe lembra o impacto do conflito na vida de quem ficou.
"Eu só queria que minha casa voltasse a ser como era... nós estamos cansados”, desabafa Nadia Arnaqouti.
A situação é ainda mais difícil para famílias deslocadas. Em Beirute, muita gente passa a viver em áreas improvisadas, sem estrutura adequada. Faltam itens básicos, como água, alimentos e atendimento médico."Não é fácil trazer os filhos para a rua, mas não tínhamos para onde ir”, garante Mohammad Al Badran.
Entre os deslocados, estão crianças que crescem em meio à violência. O barulho dos bombardeios e a falta de segurança fazem parte da rotina.
"Eu tenho medo. Não consigo dormir, parece que os mísseis estão sobre a gente”, conta Nour, de 10 anos
Segundo autoridades locais, mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas no Líbano. Enquanto os ataques continuam, famílias inteiras tentam sobreviver entre perdas, deslocamentos e incertezas. A rotina foi substituída pela espera por segurança, por ajuda e pelo fim do conflito.
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