O investimento em políticas públicas é fundamental para o combate à fome e à pobreza. O presidente Lula participou da abertura do Fórum Mundial da Alimentação, que acontece até a próxima sexta-feira (17), na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em Roma, na Itália.
“Hoje, o mundo produz comida suficiente para alimentar uma vez e meia a população mundial. Ainda assim, 673 bilhões de pessoas, segundo a FAO, estão na situação de insegurança alimentar.”
O presidente voltou a defender a cobrança de um imposto global de 2% dos ativos dos super-ricos para combater a fome e criticou os gastos mundiais em guerras.
“Garantir três refeições diárias a essas pessoas custaria cerca de US$ 315 bilhões de dólares. Isso representa 12% dos US$ 2,7 trilhões consumidos anualmente com gastos em armas.”
O discurso do presidente Lula acontece após o anúncio da saída do Brasil do Mapa da Fome, em julho, pela ONU. Além disso, segundo o IBGE, em 2024, o Brasil voltou ao menor patamar de fome da história, com mais de dois milhões de pessoas deixando a faixa de insegurança alimentar grave.
Ainda em Roma, o presidente participou de um evento preparativo para a primeira reunião de líderes da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa do governo brasileiro para erradicar a fome e a pobreza no mundo, que será realizado no dia 3 de novembro, em Doha, no Catar.
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