O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, confirmou, nesta terça-feira (9), que o banco público precisa de R$ 8,8bilhões para fazer frente às perdas com os negócios fraudulentos com o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na noite de hoje, a Câmara Legislativa do DF discute o projeto que autoriza o GDF a tomar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O relator da matéria, o deputado distrital Chico Vigilante (PT), pediu que o texto volte ao executivo local por vícios de ilegalidade. E sugere a rejeição do acordo homologado no mês passado pelo Supremo Tribunal Federal, autorizando o empréstimo para cobrir o rombo. O acordo depende do aval da Câmara Legislativa, já que prevê como garantia recursos dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios.
Nelson de Souza foi convidado para essa sessão, mas cancelou a ida à Câmara Legislativa.
Mais cedo, o presidente foi ouvido pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Ele afirmou que o BRB enfrenta uma crise de liquidez, mas não informou quando será divulgado o balanço de 2025, que deveria ter sido apresentado em março e ainda aguarda a conclusão de uma auditoria independente.
Nelson de Souza também foi questionado sobre o acordo homologado pelo BRB com o Supremo no mês passado, que autorizou o Banco a contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC para cobrir o rombo nas contas da instituição. E ele pediu o apoio dos parlamentares para a concretização desse empréstimo.
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