Uma das principais rotas de distribuição de petróleo no Oriente Médio está fechada desde sábado (28), impactando o comércio mundial de óleo o gás. Para o Brasil, isso pode ter impactos positivos e negativos.
O conflito no Oriente Médio traz impacto direto na economia do mundo todo. O preço do barril de petróleo atingiu nesta semana a maior alta desde janeiro do ano passado: US$ 82. Analistas não descartam que o preço chegue a US$ 100 dólares, efeito do fechamento do Estreito de Ormuz no sábado (28) pelo Irã em retaliação ao bombardeio de Estados Unidos e Israel ao país.
Pelo Estreito de Ormuz passa diariamente um quinto de todo o consumo de petróleo e gás do planeta. O corredor marítimo tem cerca de 33 quilômetros em seu ponto mais estreito e fica entre Omã e Irã, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. O tráfego de navios petroleiros pelo local é intenso. Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque, países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) exportam a maior parte do petróleo bruto por esse estreito, principalmente para a Ásia com destaque para a China, Índia, Japão e Coréia do Sul.
O Brasil é o oitavo produtor e consumidor de petróleo do mundo. Mas, segundo a Petrobras, a maior parte do petróleo que é importado está fora da região de crise e as poucas rotas que passam por lá podem ser redirecionadas. Essas rotas alternativas dão segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens de lucro, garante a nota da empresa.
O bloqueio do Estreito de Ormuz também pode representar a abertura de um novo mercado para exportação do petróleo brasileiro. Ao mesmo tempo, a depender da duração do conflito, também deve contribuir para o aumento da inflação no país. Isso acontece porque o preço do barril do petróleo afeta muitos pontos da cadeia econômica.
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