Consea emite Recomendação com medidas para reduzir os efeitos do tarifaço sobre os pequenos produtores
Conselho propõe conjunto de ações que visam reivindicar assistência para produtores da agricultura familiar, comunidades indígenas e povos e comunidades tradicionais Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
15/08/2025 17h03
ASCOM\SGPR

- Foto: DIVULGAÇÃO
Diante das medidas tomadas pelo governo americano que impôs uma taxação de 50% sobre os produtos brasileiros, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) encaminhou ao senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Recomendação n°02/2025, com o intuito de sugerir instrumentos que possam ser utilizados com a finalidade de mitigar os efeitos negativos dessa medida no âmbito alimentar e nutricional do país.
O documento, aprovado durante a 2ª Reunião Plenária Ordinária do Consea, realizada nos dias 05 e 06 de agosto, recomenda, especialmente que os esforços para reduzir os impactos gerados pelas medidas do governo norte-americano alcancem também os pequenos produtores, que são os maiores prejudicados pela taxação. Estão incluídos neste grupo: agricultores familiares, povos indígenas e povos e comunidades tradicionais, além de produtores da economia solidária. O objetivo é que as ações de proteção não fiquem restritas apenas aos grandes produtores e exportadores.
A Recomendação menciona a posição enfática do Governo Brasileiro quanto à defesa da soberania nacional, dos esforços da diplomacia e do multilateralismo e à valorização do diálogo e das relações comerciais históricas entre o Brasil e os Estados Unidos.
O texto enviado ao Presidente da República, tem foco nos seguintes pontos: a ampliação de oportunidades de abastecimento alimentar interno aos produtos expostos à taxação; que as soluções incluam agricultores familiares, povos indígenas e povos e comunidades tradicionais e também produtores da economia solidária, de modo que elas não fiquem restritas aos grandes produtores e exportadores; que haja um processo de escuta ativa desses mesmos atores, incluindo integrantes de movimentos sociais, sobre as medidas que possam vir a ser implementadas visando à redução do impacto das tarifas impostas pelo governo americano sobre a produção de alimentos da agricultura familiar e produtos da sociobiodiversidade.
Leia o texto da Recomendação na íntegra AQUI.
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