Começou nesta segunda-feira (10/11), em Belém, a COP30. É a primeira vez que a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas é realizada na Amazônia. Cerca de 50 mil pessoas vão participar do evento, que vai debater questões ligadas às mudanças climáticas e à preservação das florestas tropicais.
Na semana passada, a conferência foi antecedida pela Cúpula de Líderes e Chefes de Estado, no Rio de Janeiro. Com isso, a COP30 começa com pelo menos quatro acordos assinados. Tem a “Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática”, centrada nas pessoas. Tem o “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis”. Tem a “Coalição de Mercados de Carbono” e a “Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental”.
Neste primeiro dia da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, o Repórter Brasil Tarde conversou com Carlos Nobre, uma das maiores referências no Brasil e no mundo sobre temas climáticos. Ele falou a respeito dos chamados “pontos de não retorno”. O terno define um ponto de devastação a partir do qual um bioma não consegue mais se recuperar e voltar a ser o que era.
“Felizmente, não só o desmatamento continua caindo em 2025, mas nos últimos quatro meses, julho, agosto, setembro e outubro. Os incêndios diminuiram bastante na Amazônia toda, principalmente na Amazônia brasileira. E também o desmatamento continua caindo. Então, nós temos que ir nessa direção de zerar totalmente e também criar os maiores projetos de restauração florestal de qualquer bioma de floresta tropical do mundo aqui na Amazônia”, disse Nobre.
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