Entramos no quinto dia da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, com segurança reforçada, depois que 150 ativistas conseguiram entrar na primeira porta da Zona Azul e houve tumulto na terça-feira (11/11). O reforço foi um dos pedidos que foram apresentados pela ONU em carta à presidência do evento.
Logo na entrada do espaço da COP30 já é notada a presença de vários agentes das forças de segurança, e também houve reforço da segurança interna. Está havendo mais critério na hora de passar pelos detectores de metal. Além disso, também foram sanadas algumas questões de infraestrutura, como problemas na climatização de certos ambientes, vazamentos e infiltrações que aconteceram por causa das fortes chuvas.
A manhã desta sexta-feira (14/11) da COP30 foi marcada por um protesto pacífico dos indígenas da etnia Munduruku, que estão localizados no oeste do Pará. Eram cerca de 80 pessoas que bloquearam a entrada da Zona Azul por volta de quatro horas. Mais ou menos às 9h30 o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, foi até o grupo e andou de mãos dadas com eles até o prédio em frente ao espaço da Zona Azul. Ele disse que eles vão se reunir com a equipe do Ministério dos Povos Indígenas. Os manifestantes reivindicavam a demarcação de terras, mais inclusão nas discussões da COP30, e traziam faixas com dizeres contra o Marco Temporal. Participavam do protesto homens, mulheres e crianças.
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