A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação do crime organizado no país ouviu, nesta terça-feira (18), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
O depoimento acontece no mesmo dia em que o plenário da Câmara deve votar o Projeto de Lei (PL) que busca combater as facções criminosas.
Andrei Rodrigues fez um balanço da atuação da PF, falou do trabalho feito em cooperação com outros órgãos, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, outras cooperações internacionais e atuação nas fronteiras.
Ele disse que o crime organizado tem que ser combatido com descapitalização das facções e deu exemplos de operações em andamento.
O diretor-geral da PF também pediu mais recursos para a segurança pública. Ele disse que o orçamento para todas as despesas da Polícia Federal foi de R$ 1,8 bilhão no ano passado, e pediu ao Parlamento que aumente esse orçamento para pelo menos R$ 2,5 bilhões.
Andrei Rodrigues disse que o quadro da PF definido por lei é de 15 mil policiais, e atualmente está em 13 mil. Mas que o ideal seria de pelo menos 30 mil policiais para dar conta de todas as demandas.
Ele foi o primeiro a ser ouvido na CPI do Crime Organizado do Senado. Os depoimentos continuam nesta quarta-feira.
Mesmo sem consenso e com muitas divergências entre governo e oposição, a Câmara pautou para esta terça a votação do Projeto de Lei Antifacção.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que essa vai ser a resposta mais dura do Parlamento ao crime organizado.
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