Chamado para falar àCPI Mista do INSS sobre a operação que deflagrou o esquema de descontos indevidos de aposentados e pensionistas, o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Vinícius Carvalho, disse que oalerta veio em março de 2024, mas que auditorias em benefícios já estava no plano de auditorias da CGU do ano anterior.E a luz de atenção acendeu em dois pontos: quando foram verificados aumentos no número de entidades e nos valores descontados.
Vinícius Carvalho explicou que o trabalho na CGU envolveu três áreas: auditoria, integridade de procedimentos e processos administrativos contra eventuais servidores envolvidos. E foi claro: o sigilo era necessário para garantir a efetividade da Operação Sem Desconto, em parceria com a Polícia Federal e deflagrada em abril deste ano.
O balanço que se tem até agora é o depelo menos 40 processos administrativos de responsabilização abertos contra 38 entidades e três empresas acusadas de descontos ilegais de aposentadorias e benefícios do INSS. Fora aqueles abertos contra servidores. Foi criada ainda uma força-tarefa para apurar e restituir o que foi descontado irregularmente dos aposentados e pensionistas do INSS.
Na primeira parte da reunião, os parlamentares se dedicaram a votação de requerimentos - mais de 90. São: convocação de envolvidos, pedidos de informação e quebra de sigilo. Entre eles, Virgílio Filho, ex-procurador-geral do INSS, que foi exonerado do cargo no dia em que a Sem Desconto foi deflagrada. A esposa e a irmã dele também foram convocadas. Os depoimentos ainda serão marcados.
E, como tem se tornado rotina, houve mais um bate-boca na CPI. Dessa vez, com relação à convocação de Edson Claro Medeiros Júnior, ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, e que teria sido ameaçado de morte pelo ex-patrão. O requerimento foi rejeitado. A base aliada alegou que a prioridade é rastrear o dinheiro e apurar responsáveis pelo esquema desde 2019.


