O documento final produzido pela Cúpula dos Povos traz reivindicações da sociedade à COP30. Ele consolida as ideias debatidas e tenta firmar compromissos.
A programação mais importante de hoje foi a plenária final, com a apresentação dos eixos e consolidação da Declaração dos Povos. O documento mostra preocupação com as pessoas que trabalham nas áreas rurais e marítimas e reforça a necessidade de fazer parcerias mais fortes entre os países, principalmente os do Sul, para juntos terem mais protagonismo e voz nas discussões climáticas.
Representantes de vários países, como Brasil, Venezuela e Bangladesh, marcaram presença. A plenária terminou com música, shows e celebrações.
Também foi um dia de mobilizações, com foco na grande marcha unificada que vai ocorrer amanhã, quando povos originários, quilombolas, juventudes e outros públicos atuantes na COP30 vão mostrar a grande voz coletiva que têm. Essa marcha deve reunir mais de 20 mil pessoas pela justiça climática. Nesta COP, a relação direta da justiça climática com a defesa da vida e dos territórios ficou bem clara.
E, na programação de domingo, último dia da Cúpula dos Povos, está prevista a leitura da declaração final construída ao longo da cúpula; um ato público de protesto, que defende o direito à alimentação adequada e saudável, e que geralmente termina com distribuição de refeições gratuitas, em espaços públicos, na Praça da República.
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