O presidente russo, Vladimir Putin, encerra, nesta quarta-feira (20) a visita de dois dias à China. Ele assinou uma declaração conjunta com o colega Xi Jinping para uma cooperação estratégica abrangente. No encontro, Putin ouvi Xi dizer que o mundo de hoje está longe de ser pacífico, com o unilateralismo e o hegemonismo representando perigos profundos.
Na visão do líder chinês, o mundo corre o risco de regredir à lei da selva, e cabe às duas potências mundiais defender a autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) e a justiça e equidade internacionais, opondo-se aos que tentam reabilitar o fascismo e o militarismo. "Devemos promover conjuntamente a construção de um sistema de governança global mais justo e equitativo", acrescentou Xi.
Putin afirmou que a parceria abrangente e a interação estratégica entre a Rússia e a China na nova era são um modelo para as relações interestatais no mundo moderno. Elas se baseiam nos princípios da igualdade e da consideração dos interesses mútuos, do apoio recíproco, da amizade e da genuína boa vizinhança, assinalou o líder russo.
Putin e Xi condenaram os planos do escudo de defesa antimísseis em terra e no espaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e também o que chamaram de política nuclear irresponsável de Washington, que até agora não renovou o tratado que restringe o tamanho dos arsenais nucleares norte-americanos e russos. O tratado expirou em fevereiro e Moscou propôs ampliar os limites por mais 1 ano, mas Trump ainda não respondeu.
Os dois presidentes visitaram em Pequim uma exposição de fotos emolduradas em grandes formatos dedicada a encontros anteriores. São mais de 40 cúpulas até agora.
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