Foi anulado o júri popular dos três PMs acusados de matar o delator do PCC, Antonio Vinícius Gritzbach. Parte da defesa dos réus abandonou o plenário após um desentendimento com o promotor. Sete das 21 testemunhas já tinham sido ouvidas no Fórum Criminal de Guarulhos. O julgamento será remarcado para uma nova data que ainda não foi definida.
A execução do empresário Antonio Vinícius Gritzbach aconteceu em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ele era réu por homicídio e acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele havia assinado uma delação premiada com o Ministério Público, entregando nomes de pessoas ligadas ao PCC e também acusando policiais de computação.
Na tarde de segunda-feira (22), foram ouvidas sete testemunhas da acusação, mas com o aceite do pedido de invalidação feito pela defesa, esses depoimentos terão de ser refeitos. A previsão inicial era de 5 dias de julgamento, com 21 testemunhas ouvidas, das quais 9 de acusação.
Serão julgados o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, que estão presos. Além do envolvimento na execução de Gritzbach, eles são acusados pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo local no momento dos tiros, e por tentativa de homicídio contra duas outras pessoas, feridas durante o ataque a Gritzbach.
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