O julgamento do caso Henry Borel foi adiado para o final de maio. A defesa de Jairinho, um dos acusados, abandonou o plenário em uma manobra de protesto. Henry Borel, de 4 anos, morreu em 2021 no Rio de Janeiro com sinais de agressão. Ele estava sob os cuidados de Monique Medeiros, a mãe, e de Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, que era o padrasto. Eles estão sendo julgados pela morte da criança, mas negam o crime.
O julgamento chegou a começar nesta segunda-feira, mas os advogados de defesa de Jairinho solicitaram o adiamento do processo, alegando que não tiveram acesso a todas as provas. A juíza do caso negou o pedido. Na sequência, a defesa abandonou o júri, o que fez com que o julgamento fosse adiado para o dia 25 de maio. A juíza criticou a atitude da defesa.
Segundo a denúncia, em março de 2021, Jairinho, com vontade livre e consciente, causou lesões corporais em Henry Borel que levaram a criança à morte. Para o Ministério Público, a mãe do menino, Monique Medeiros, se omitiu da responsabilidade e, por isso, contribuiu com o crime. Além do homicídio qualificado, eles ainda respondem por coação no curso do processo.
Na sessão de hoje, a juíza Elizabeth Machado Louro também determinou a soltura de Monique por excesso de prazo. Jairinho continua preso.
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