Delegação do Ministério dos Transportes na COP29 discute estratégias de adaptação da infraestrutura às mudanças climáticas
Subsecretário de Sustentabilidade do MT, Cloves Benevides, participou nesta quinta de reuniões sobre financiamento, indicadores e estratégias dos países frente aos desafios climáticos Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
14/11/2024 17h03
Atualizado em 21/11/2024 17h12
Financiamento, indicadores e estratégias dos países frente aos desafios climáticos foram os debates com participação do time dos Transportes nesta quinta (14)
Para ministro, setor precisa transportar 40% das cargas em ferrovias brasileiras até 2035, melhorar rodovias e estimular uso de biocombustíveis por veículos de carga para reduzir emissões - Foto: Luiz Siqueira/MT
Ministro Renan Filho e o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides, no segundo dia da COP29 - Foto: Luiz Siqueira/MT
Nesta quinta-feira (14), a delegação do Ministério dos Transportes na COP29, em Baku, no Azerbaijão, participou de reuniões de negociações relacionadas à adaptação dos países participante à mudança do clima. “Nossa pretensão [do governo brasileiro] é que o debate de infraestrutura de transportes entre no contexto da estratégia global de adaptação, visto que os eventos climáticos têm um impacto muito expressivo sobre essa infraestrutura”, afirma o subsecretário de Sustentabilidade, Cloves Benevides.
Uma das reuniões foi sobre o financiamento de países para a adaptação no âmbito das políticas climáticas: a meta apresentada pelo Brasil na COP29 é reduzir entre 59% e 67% as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, em relação às emissões de 2005. Em Baku, o ministro dos Transportes, Renan Filho, ressaltou a responsabilidade dos países desenvolvidos na mitigação dos efeitos climáticos. “Somos potência ambiental, podemos dar o bom exemplo e cobrar responsabilidade dos países mais ricos do mundo, os maiores emissores e que podem dar a maior contribuição para frear a mudança do clima que agride o planeta, eleva as temperaturas e causa comportamentos climáticos extremos”, disse.
Estratégias globais e locais também foram discutidas nos encontros como forma de fortalecer o Objetivo Global de Adaptação, além de desenvolver indicadores para monitorar os avanços em adaptação climática até 2030 e buscar soluções para preencher a lacuna de financiamento para enfrentar os desafios.
No centro do debateO setor de Transportes é um dos pontos centrais dos diálogos quando o assunto é emergência climática e o Brasil ganha destaque, sendo um dos países com menores índices de emissão de gases de efeito estufa na área de transporte rodoviário, devido à sua política de biocombustíveis, incluindo a mistura de biodiesel ao diesel. Além disso, o Ministério dos Transportes está constituindo os corredores azuis, que vão garantir gás natural e liquefeito para abastecer caminhões que transportam as cargas brasileiras. Um caminhão a gás natural liquefeito emite 30% menos carbono, em comparação a um que usa óleo diesel.
No Brasil, os transportes são responsáveis por cerca de 30% das emissões de CO2. Em 2022, as emissões de CO2 do Brasil atingiram 465 milhões de toneladas, em contraste com a média global de emissões que superou os 33 bilhões de toneladas de CO2. Nos Estados Unidos, as emissões atingiram o patamar de 5 bilhões de toneladas, no mesmo período.
O Brasil também se destaca com a sua matriz energética, composta por 45% de fontes renováveis, incluindo hidrelétricas e biocombustíveis. Em comparação, a participação média global de energias renováveis na matriz energética é de cerca de 13%, com países como a China e os EUA ainda dependendo fortemente de combustíveis fósseis para a geração de energia.
Saberes ancestraisA agenda desta quinta dos representantes do Ministério dos Transportes em Baku incluiu o painel de mulheres quilombolas e ações territoriais. No encontro, lideranças puderam compartilhar o uso das tecnologias e saberes ancestrais quilombolas como soluções sustentáveis que buscam construir uma sociedade mais justa, equitativa e resiliente.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Categoria Infraestrutura, Trânsito e Transportes
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