Depois da operação que deixou mais de 100 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, deputados da Comissão de Direitos Humanos desembarcam amanhã (30) no Rio de Janeiro para acompanhar de perto a situação.
Essa comitiva é formada, em sua maioria, por deputados governistas do Rio de Janeiro, mas também por parlamentares da Comissão de Direitos Humanos. Eles vão desembarcar no Rio de Janeiro amanhã, e a programação inclui visitas presenciais aos complexos do Alemão, da Penha, também ao IML, além de conversas com a sociedade civil na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A intenção é estimar o saldo dessa operação e, a partir daí, encaminhar soluções legislativas.
Esses mesmos parlamentares também estão pressionando o presidente da Câmara pela instalação de uma comissão externa para acompanhar de perto essa crise da segurança pública no Rio de Janeiro. Esse colegiado funcionaria de maneira temporária, fora das dependências da Câmara, realizando, por exemplo, diligências e oitivas para apurar os fatos.
Essas informações foram repassadas para a imprensa na tarde de hoje, em uma coletiva de imprensa em que os governistas fizeram duras críticas a essa operação, classificada como chacina, e também à atuação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que foi apontado pelos deputados como o único responsável pelo resultado desastroso.
Em resposta a isso, parlamentares da oposição, no plenário da Câmara, disseram que essa operação foi necessária para enfrentar o crime organizado no Rio de Janeiro.
“Nós já estamos cansados de acompanhar chacina no Rio de Janeiro. Essa é a prática. A política de segurança do Rio é a política da chacina. Todos nós aqui, quantas chacinas já acompanhamos? É Jacarezinho, é São Gonçalo, é todo lugar. É Candelária, é Acari, é todo canto. A política de segurança do Rio é a política da chacina. Quanto mais inteligência, menos tiro. Quanto mais planejamento, menos mortes. E o que é pior, e essa é a minha interpretação, e que me parece não é só minha, é usar o medo e a dor para fazer política eleitoral”, criticou a deputada federal Jandira Feghali.
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